10 principais perguntas sobre útero retrovertido respondidas

Você já ouviu falar em útero retrovertido ou invertido? Sabe o que de fato acontece quando uma mulher tem o órgão nesta posição?

Pois no texto a seguir vamos responder as perguntas mais frequentes sobre o útero retrovertido: o que é, quais os sintomas, se é preciso tratamento, se dificulta a gravidez, entre outras dúvidas sobre o assunto.

1 – O que é útero retrovertido?

Como todos sabem, o útero é um dos órgãos mais importantes do corpo feminino ligado à reprodução, pois é nele que o bebê fica durante toda a gestação. Nesse sentido, ele está localizado na bacia, também chamada por especialistas de região pélvica. Desta forma, o órgão que tem a forma de uma pêra invertida está normalmente situado acima da bexiga e projetado para frente do abdômen.

Entretanto, a posição do útero pode variar de mulher para mulher. Sendo assim, algumas pesquisas científicas apontam que cerca de 15% a 25% das mulheres têm o útero retrovertido, popularmente chamado de invertido.

Nesses casos, é uma diferença anatômica em que o órgão está refletido para trás. Ou seja, virado na direção da coluna vertebral e do reto, mais perto da porção final do intestino grosso. Veja na figura abaixo:

Anatomia Útero Retrovertido

 2 – Quais são os sintomas do útero retrovertido?

Sabe-se que o útero retrovertido é uma condição física, e desta forma, não é considerado uma doença. Por esta razão, muitas mulheres nem sabem que têm o órgão invertido até passarem por algum ultrassom de rotina que revele a posição.

No entanto, em algumas situações, a condição pode apresentar alguns sintomas. Confira quais são:   

É importante ressaltar que existe uma associação de útero retrovertido com uma maior incidência de endometriose – quando pedaços do endométrio se espalham para além do útero, inflamando e causando dor. Porém, se a mulher tiver o útero retroverso e não apresentar endometriose ela não precisa se preocupar, pois terá uma vida normal.

Contudo, vale a pena frisar que se a paciente perceber qualquer desconforto na região pélvica é fundamental consultar com um ginecologista de confiança.

3 – Útero retrovertido causa infertilidade?

O útero retrovertido, ao contrário do que muitos pensam, não é responsável pela infertilidade feminina. Sendo assim, essa posição do órgão é uma variante anatômica normal e não costuma ter consequências graves para a saúde da mulher ou do feto.

Nesse sentido, ele não impede que a mulher tenha uma vida saudável e que possa engravidar no futuro. Entretanto, como já foi citado anteriormente, mulheres nesta condição têm maior probabilidade de desenvolver endometriose, que é uma causa importante de infertilidade.

Desta forma, o útero retrovertido associado à doença aumenta a chance das mulheres terem mais dificuldade para engravidar. Porém, isto ocorre pela endometriose e não pela condição do útero.

4 – Qual é a posição para engravidar com útero retrovertido?

Muitas pessoas acreditam que por ter o útero retrovertido, a mulher precisa ter uma posição específica nas relações sexuais para conseguir engravidar. Entretanto isto é mito!

Neste sentido, os especialistas afirmam que não há uma posição indicada durante o ato sexual para quem tem a condição. Segundo a medicina, a chance de gravidez é a mesma, independente da posição do órgão.

5 – Útero retrovertido causa dor na relação sexual?

Geralmente, as mulheres são assintomáticas e nem sabem que possuem o útero retrovertido. Por esta razão, a maioria não apresenta sintomas durante a relação sexual.

Porém, em alguns casos, ele pode estar fixo. Nesse sentido, é possível causar dores durante o ato sexual.

6 – Como fica a barriga de grávida com útero retrovertido?

Como já vimos, na maioria das vezes o útero é anteverso fletido. Ou seja, virado para frente, por sobre a bexiga. Porém, ele pode aparecer também virado para trás, em direção à coluna (retrovertido).

Contudo, quando a mulher engravida, o útero vai crescendo e perdendo qualquer uma das flexões. Desta forma, independente da posição pré-gestacional, o órgão vai se retificando, ou seja,  ficando de forma reta. Sendo assim, a barriga de grávida com o útero retrovertido é igual a qualquer outra gestação.  

7 – Como é a gravidez de quem tem útero retrovertido?

A retroversão uterina, geralmente, não causa grandes problemas à mulher e nem à fertilidade feminina. Da mesma forma, o útero retrovertido na gravidez não interfere no curso da gestação. Afinal, por volta das 12 semanas o órgão sai da cavidade pélvica, perde a flexão e fica reto. 

Nesse sentido, os especialistas explicam que a gravidez é igual para todas.  Ou seja, independente da posição pré-gestacional do órgão, a gestante pode ter os mesmos sintomas de quem tem o útero virado para frente.

Sendo assim, problemas como incontinência urinária, dificuldade para evacuar ou dores nas costas podem acontecer em qualquer situação de gravidez.  

8 – Como é a gravidez de gêmeos de quem tem útero retrovertido?

Como o útero retrovertido fica reto por volta das 12 semanas, a gravidez de gêmeos transcorre da mesma maneira que qualquer outra gestação gemelar. Nesse sentido,  normalmente, a barriga fica maior e os cuidados devem ser redobrados.

Vale lembrar que  grávidas de gêmeos, de uma maneira geral, podem sentir mais sintomas, como incontinência urinária, dores nas costas, incômodo para urinar ou evacuar.

9 – Quem tem útero retrovertido pode ter parto normal?

O parto em caso de útero retrovertido pode ser normal, não sendo necessária uma cesárea só por esse motivo. Isto porque no decorrer da gestação, o órgão vai crescendo e se posicionando de forma reta. Sendo assim, há possibilidade de ocorrer o parto vaginal.

No entanto, é importante que a paciente verifique com o obstetra que tipo de parto é possível quando chegar a hora do bebê nascer.

10 – Há tratamento para útero revertido?

Na grande maioria dos casos, quem tem útero retrovertido não precisa de tratamento, pois as mulheres sequer sabem desta condição anatômica do órgão. Porém, como ele está voltado para a parte de trás do corpo, algumas mulheres podem relatar dor durante a menstruação, ao urinar, evacuar e após o contato íntimo.

Desta forma, nestas situações, pode ser indicado medicamentos à base de hormônios para a regulação do ciclo menstrual. Além disso, em casos específicos é possível realizar um procedimento cirúrgico para que o útero seja virado para frente, reduzindo assim os sintomas e o desconforto.


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