Tudo sobre a pílula anticoncepcional e a fertilidade da mulher

Tudo sobre a pílula anticoncepcional e a fertilidade da mulher

Atualmente, é cada vez mais comum que as mulheres tenham filhos mais tarde, e é perfeitamente normal encontrar mulheres que passam alguns anos adiando a gravidez até decidirem qual é o momento ideal de ter filhos.

Mas até esse momento de decisão chegar, podem surgir várias dúvidas ao longo do caminho, e uma das principais é se o uso de anticoncepcional afeta a fertilidade ou dificulta a gravidez na hora de ter um bebê.

Pensando nisso, elaboramos este post para que você tire todas as suas dúvidas sobre o impacto do uso de métodos anticoncepcionais na fertilidade.

Boa leitura!

Anticoncepcional oral

A pílula anticoncepcional é um dos métodos contraceptivos mais utilizados no mundo, ele consiste na ingestão de hormônios para evitar a ovulação e, assim, impedir uma gravidez não programada. O método tem como principal objetivo inibir a ovulação, impedindo que a mulher entre no período fértil.

Além disso, a pílula anticoncepcional impede a dilatação do colo do útero, dificultando a entrada de espermatozóides e evitando assim que o útero reúna as condições adequadas para o desenvolvimento do feto.

As pílulas anticoncepcionais são dividas em duas categorias:

Pílulas de progesterona ou minipílula

As minipílulas possuem apenas progesterona na sua composição, sem o estrógeno associado. Desta forma, essas pílulas trazem a menor carga hormonal possível para impedir a ovulação.

A pílula de progesterona age impedindo a entrada das células do esperma no útero. Mas o impedimento da maturação do óvulo dependerá da quantidade de progesterona que elas contêm.

Normalmente, essas pílulas devem ser tomadas continuamente, já que todos os 28 comprimidos possuem hormônios com cargas hormonais diferentes, para simular as variações das taxas de progesterona e estrógeno do ciclo menstrual natural da mulher.

Pílulas combinadas

Já as pílulas combinadas possuem a fusão de progesterona com estrógeno e podem se dividir em duas formas:

Monofásica

Nas pílulas combinadas monofásicas, todos os comprimidos possuem a mesma quantidade de hormônio, que bloqueiam a liberação do hormônio que estimula o crescimento e a ovulação do ovário.

Multifásica

Já no caso das pílulas multifásicas, os comprimidos possuem diferentes quantidades de hormônios. Elas atuam simulando a produção hormonal do organismo para aquele dia do ciclo.

A boa notícia é que o anticoncepcional oral mantém a fertilidade, sendo assim, mesmo mulheres que tenham usado por muito tempo, terão as mesmas chances de engravidar naturalmente, quando parar de tomar o medicamento.

Além disso, um estudo publicado na revista Human Reproduction aponta que mulheres que tomaram pílulas anticoncepcionais por mais de cinco anos, têm mais chances de engravidar em um curto espaço de tempo do que as mulheres que usaram a pílula por pouco tempo.

Isso acontece porque quanto mais tempo a mulher usar as pílulas, menos ovulações ela terá e, desta forma, a sua fertilidade se manterá preservada.

Vale salientar que o médico é a pessoa mais capacitada para fazer uma avaliação mais detalhada e obter um prognóstico mais preciso.

DIU (Dispositivo Intra-Uterino)

O DIU é um método contraceptivo que consiste na colocação de uma pequena haste em forma de “Y” dentro do útero.

Essa pequena haste é mantida dentro do útero por algum tempo (entre 3 e 10 anos) que age liberando substâncias que tornam o útero um local hostil para o espermatozoide, impedindo assim que ele fecunde o óvulo.

Existem dois tipos de dispositivos intra-uterinos:

DIU de cobre

Como o próprio nome indica, este tipo de DIU é uma haste revestida com cobre. O dispositivo libera pequenas quantidades de cobre no útero, causando algumas alterações no endométrio, no muco e na motilidade das trompas, provocando uma reação inflamatória que não faz mal ao organismo, mas torna a região hostil ao espermatozoide.

DIU de Mirena

Esse tipo de dispositivo, além de produzir reações inflamatórias no útero, possui em sua estrutura progesterona, hormônio que se restringe ao útero. A progesterona atua da mesma forma que o DIU de cobre, causando alterações que impedem a gravidez.

Se você usou DIU por algum tempo e agora pretende engravidar, é importante saber que, de acordo com um estudo realizado na Inglaterra, mulheres que usaram o DIU por pouco tempo, tiveram mais dificuldade de engravidar durante um ano, depois de parar com esse método, em relação às mulheres que usaram métodos de barreira, como por exemplo, camisinha.

A boa notícia é que após um ano, as chances de engravidar ficaram iguais para todas. Portanto, se você usou DIU e pretende engravidar, a melhor sugestão é consultar um médico especialista para analisar mais detalhadamente seu quadro.

Implante anticoncepcional

O implante anticoncepcional é um método contraceptivo que consiste na introdução de uma pequena cápsula por meio de um aplicador descartável. Com 4 centímetros de comprimento e 2 milímetros de diâmetro, o produto é aplicado embaixo da pele, local onde distribui, gradativamente, o hormônio etonogestrel.

O método atua impedindo a liberação de óvulos. Além disso, ele altera a secreção de muco pelo colo do útero, dificultando assim, a entrada de espermatozóides.

Existem implantes anticoncepcionais que podem durar seis meses, um ano e até três anos.

Caso você já tenha usado um implante anticoncepcional e deseje engravidar, basta solicitar a remoção. O retorno da fertilidade ocorre rapidamente e os hormônios que eram liberados no seu corpo também desaparecem.

Conclusão

Como vimos ao longo deste post, ao contrário do que muita gente acredita, o uso de métodos anticoncepcionais não interfere na fertilidade da mulher.

Então, se você usou algum dos métodos anticoncepcionais descritos ao longo deste conteúdo e agora pretende engravidar, a melhor dica é que você consulte um especialista em fertilidade humana.

Se você achou que o nosso post ajudou você a saber mais sobre a relação dos métodos anticoncepcionais com a fertilidade, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.