Sintomas de quem não pode engravidar: quais os sinais de infertilidade?

Existem sintomas de quem não pode engravidar? Será que a infertilidade dá algum sinal? 

A infertilidade é definida como a dificuldade que um casal enfrenta para engravidar após um ano de relações sexuais frequentes sem uso de métodos contraceptivos. Depois desse período, um especialista deve ser procurado para avaliar o potencial reprodutivo masculino e feminino. 

Mas afinal, quais os possíveis sintomas de quem tem dificuldades e não pode engravidar? Existem sinais de alerta? Quais são as principais causas e tratamentos? Para saber mais sobre este assunto, leia o texto abaixo.

Quais os sintomas de quem não pode engravidar?

Existem alguns sinais e sintomas de quem não pode engravidar que indicam possíveis problemas de fertilidade. Nesse sentido, a infertilidade conjugal é causada em 40% das vezes por fatores masculinos, 40% por femininos, 10% por ambos e os 10% restantes são causas desconhecidas.

Assim, quando falamos em sinais e sintomas de quem não pode engravidar, é preciso avaliar tanto a fertilidade da mulher quanto a do homem para chegar a um diagnóstico preciso e completo, pois esses sinais e sintomas estão relacionados com condições de saúde que causam esse quadro. A infertilidade em si não gera nenhum sintoma específico.

Desta forma, a infertilidade feminina normalmente está associada a problemas ovarianos, uterinos e fatores que comprometem a função das trompas. Nesse sentido, existem sinais de alerta que podem indicar alguma dessas alterações. 

Já nos homens, a infertilidade geralmente é causada por questões testiculares, hormonais, genéticas, infecciosas, obstrutivas, entre outros.

Desta maneira, muitos sinais de quem não pode engravidar podem indicar doenças associadas à infertilidade masculina e feminina, que prejudica ou impede uma gravidez. Sendo assim, se você sentir algum dos sintomas descritos abaixo, procure um médico para realizar uma avaliação.

Sintomas femininos de quem não pode engravidar

Nas mulheres, a idade já representa um importante sinal de alerta que impacta na capacidade de engravidar. Afinal, mulheres com mais de 35 anos já sofrem com a queda gradativa do potencial reprodutivo

Entretanto, existem causas hormonais, anatômicas, infecciosas, autoimunes e genéticas que podem causar infertilidade em mulheres de todas as idades. Por isso, é preciso estar sempre atenta a sintomas que podem indicar um problema de saúde que prejudica a fertilidade feminina.

Veja alguns exemplos de sintomas femininos:

Menstruação irregular

Mulheres com ciclos irregulares, que inclusive podem ficar sem menstruar por meses, podem ter problemas de fertilidade, pois o quadro indica que a ovulação acontece de forma irregular.

Para que a gravidez aconteça é necessário que o espermatozoide fecunde o óvulo, formando assim um embrião. No entanto, quando o ciclo menstrual é irregular, fica muito difícil saber quando e se a mulher vai ovular, ou seja quando é o período fértil, prejudicando uma possível gestação.

Além disso, a menstruação irregular pode indicar problemas de saúde que impactam na fertilidade feminina. Nesse sentido, ciclos irregulares podem indicar Síndrome do Ovário Policístico (SOP), doenças e disfunções na tireoide, endometriose, obesidade, peso muito baixo e doenças no útero como pólipos e miomas

Cólicas abdominais fortes

A cólica é um sintoma comum na vida de muitas mulheres, especialmente durante o período menstrual. Nesse sentido, todos os meses, o útero se prepara para acolher um possível embrião desenvolvendo uma camada interna chamada de endométrio. No final de cada ciclo, se não há fecundação, o endométrio descama causando a menstruação, o que pode provocar cólicas.

Porém, sentir dores muito fortes e intensas, inclusive durante as relações sexuais, não é normal e pode indicar problemas como endometriose, miomas, adenomiose, entre outras condições que prejudicam a saúde reprodutiva.

Sangramento vaginal intenso 

Ainda falando sobre sintomas menstruais, o normal é que durante a menstruação o fluxo de sangue seja maior nos dois primeiros dias e vá diminuindo até o final do período. 

Entretanto, algumas mulheres apresentam perda intensa de sangue em todos os dias do ciclo. Por conta disso é preciso estar atento, pois sangramento anormal também pode estar relacionado a miomas, endometriose, adenomiose, que dificultam a gravidez.

Escape

O escape é aquele sangramento de baixa intensidade e curta duração que ocorre entre as menstruações. Nesse sentido, geralmente está associado à flutuação hormonal do período da ovulação, o que é normal. 

No entanto, se o escape persistir por vários dias e ser acompanhado de dor na pelve ou corrimento vaginal é sinal de que algo está errado. Desta forma, este quadro pode indicar infecção das trompas ou endometrites, o que dificulta a implantação do embrião (nidação), sendo causa de infertilidade. 

Distúrbios hormonais

Alguns sintomas como diminuição do apetite sexual, alterações na pele, como acne, queda de cabelo e ganho de peso podem ser causados por alterações hormonais. Nesse sentido, esses distúrbios podem estar relacionados à Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e alterações na tireoide que podem dificultar a gravidez.

Dor na relação sexual

Sentir dor profunda durante a relação sexual pode ser indicação de alterações nos órgãos pélvicos. Uma das causas é a endometriose, que além de causar aderências e obstrução das trompas, pode afetar o intestino, o útero e a camada que separa a vagina do reto, chamada de septo retovaginal, pois é uma doença que causa inflamação pélvica crônica, afetando o sistema reprodutivo como um todo.

Outra explicação para a dor pélvica forte é a infecção das trompas, que também causa corrimento vaginal. Assim, o diagnóstico e o tratamento destas infecções é importante, pois podem prejudicar uma gravidez.

Sintomas masculinos de quem não pode engravidar

No homem, também é preciso que o sistema reprodutor esteja em pleno funcionamento para que a fertilidade seja preservada. Nesse sentido, os órgãos devem estar em boas condições anatômicas, e a produção e o transporte dos espermatozoides funcionando de forma saudável.

Entretanto, algumas doenças interferem no sistema reprodutivo masculino impactando na sua funcionalidade. Desta forma, casos de diabetes, caxumba, varicocele, tumores ou lesões nos testículos podem causar a infertilidade do homem. Além disso, inflamações dos testículos (orquite), da próstata (prostatite), dos epidídimos (epididimite) e da uretra (uretrite) também podem atrapalhar ou impedir uma gravidez.

Muitos problemas também podem ser causados por infecções bacterianas, como as sexualmente transmissíveis, bem como por lesões cirúrgicas, alterações genéticas ou traumas nos testículos. Da mesma forma o alcoolismo, consumo de drogas e cigarro, uso de anabolizantes, obesidade, tratamentos com radiação e problemas emocionais podem impactar na reprodução. 

Desta maneira, é importante ficar atento aos sintomas e procurar ajuda médica sempre que surgir alguma dúvida.

Veja sintomas masculinos que podem indicar uma doença que afeta a fertilidade:

  • Dor e sensibilidade nos testículos;
  • Inchaço em um ou ambos os testículos;
  • Secreção peniana;
  • Dor ao ejacular;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Mudanças provocadas por alterações hormonais (diminuição dos pelos corporais, crescimento anormal das mamas, alterações no sono);
  • Dificuldades para ejacular ou pouco volume ejaculado;
  • Redução da libido;
  • Disfunção erétil (dificuldades para manter a ereção). 

Estou com sintomas de quem não pode engravidar. E agora?

A dificuldade para gestar pode ocorrer em aproximadamente 15% dos casais. Os problemas que afetam a capacidade reprodutiva pode ser causadas por homens e/ou mulheres. Se você identificou algum desses sintomas e não está conseguindo engravidar, o importante é procurar ajuda médica.

Além do exame clínico, o médico irá solicitar todos os exames necessários para avaliar a saúde geral e reprodutiva, tanto da mulher como do homem. 

Na fase seguinte, já com os resultados da avaliação completa, o médico poderá chegar ao diagnóstico sobre o que está causando os sintomas e definir o melhor tratamento. Além disso, se a infertilidade for confirmada, poderão ser estudados os melhores caminhos para ultrapassar as barreiras e chegar a uma gravidez.

As diferentes técnicas de Reprodução Assistida podem ajudar as pessoas a realizarem o sonho de ter um filho. A escolha do tratamento vai depender de cada caso.

Conheça alguns tratamentos de Reprodução Assistida:

Coito Programado

O coito programado é uma técnica de Reprodução Assistida, de baixa complexidade, baseada no acompanhamento do ciclo menstrual feminino para se determinar o período fértil da mulher. Além disso, pode-se usar medicamentos indutores de ovulação, para aumentar as chances de sucesso. Dessa forma, é possível saber qual o momento mais propício para a gravidez acontecer.

Nesse sentido, o tratamento é útil para otimizar o encontro do espermatozoide com o óvulo dentro do organismo da mulher, aumentando a probabilidade de fecundação. Para isso, monitora-se o processo com exames de ultrassonografia transvaginal, a cada 2 ou 3 dias, o que permite acompanhar a ovulação. Dessa forma, o médico pode orientar o casal quando as relações sexuais devem ocorrer.

Inseminação Artificial

A Inseminação Artificial (IA), ou Inseminação Intra-Uterina (IIU) é um tratamento de infertilidade que consiste na introdução dos espermatozoides no trato genital feminino, visando a fecundação do óvulo. 

Esta técnica acontece em casos de infertilidade da feminina e masculina, especialmente quando o homem tem espermatozoides mais lentos ou que não sobrevivem por muito tempo após a ejaculação.

Tipos de inseminação artificial:

  • Inseminação Artificial Intracervical (IC): o esperma é colocado no colo do útero, com uma seringa, tendo a mesma função do pênis no momento da ejaculação;
  • Inseminação Artificial Intrauterina (IU): o esperma é colocado diretamente dentro do útero. Atualmente as clínicas utilizam somente a Inseminação Intrauterina, por ser um método mais efetivo.

Fertilização In Vitro

A Fertilização In Vitro (FIV) é uma das técnicas de Reprodução Assistida de alta complexidade que tem ajudado milhares de pessoas a superarem problemas de infertilidade

Ela consiste na fecundação (encontro do espermatozoide com o óvulo) em laboratório, daí a origem da denominação “In Vitro“. Nesse sentido, o embrião formado a partir da união dos gametas é posteriormente transferido ao útero para ser gestado. 

Conheça as etapas da FIV:

Estimulação ovariana 

Com uso de medicamentos hormonais, a indução ovariana estimula que um maior número de folículos cresça e amadureça. Dessa forma, é possível obter mais óvulos para serem fertilizados. Durante o período de estimulação, realizam-se ultrassonografias para acompanhar o crescimento dos folículos, até que estejam prontos para coleta.

Punção folicular 

Quando os folículos alcançam o tamanho ideal, ocorre a coleta de óvulos através da punção folicular. Todos os folículos produzidos pelos ovários são aspirados por uma agulha bem fina, guiada pelo ultrassom transvaginal. O procedimento é simples e rápido e acontece sob sedação.

Coleta de Sêmen

No caso dos homens, o sêmen é coletado através de masturbação ou por punção testicular, quando não há espermatozoides no ejaculado. O sêmen é preparado em laboratório e os melhores espermatozoides são separados para, posteriormente, serem utilizados na ICSI. Para a fertilização, selecionam-se os espermatozoides mais saudáveis e viáveis para a fecundação.

Fecundação

No tratamento de Fertilização In Vitro, a fecundação ocorre em laboratório. Dessa forma, o encontro do óvulo com o espermatozoide para formar o embrião ocorre fora do corpo da mulher, com a ajuda do embriologista. 

A FIV clássica é feita através do contato direto entre os espermatozoides e os óvulos, simulando a fertilização de forma natural. Todavia, a fertilização dos óvulos pode ser feita através da ICSI. Nessa técnica, insere-se apenas um espermatozoide diretamente dentro de cada óvulo. 

Cultivo e transferência embrionária 

Os embriões formados no laboratório são cultivados em uma incubadora por alguns dias, até serem transferidos para o útero materno. Isto acontece geralmente no quinto dia do seu desenvolvimento, D5, quando o embrião atinge o estágio de blastocisto. Em casos de exceção, pode ocorrer no terceiro dia, D3.

Como saber se sou estéril?

Antes de mais nada é preciso entender a diferença entre esterilidade e infertilidade. Nesse sentido, esterilidade é definida como a incapacidade absoluta de engravidar, ou seja, as chances para que uma gravidez aconteça de forma natural são inexistentes. Por outro lado, a infertilidade não retira totalmente as chances de uma gravidez natural. 

É importante ressaltar que a esterilidade pode ser masculina ou feminina. Desta forma, acontece na mulher que nasce sem útero, ou precisa retirá-lo por problemas de saúde, e também no homem sem espermatozoides, ou com produção deficitária e sem qualidade. 

Felizmente, as técnicas de Reprodução Assistida modernas conseguem ajudar tanto as pessoas inférteis quanto estéreis a realizarem o sonho de ter um filho. 

Conheça os tratamentos que possibilitam que pessoas estéreis possam ter filhos:

Útero de Substituição

O útero de substituição consiste no processo em que uma mulher gera um bebê em seu útero para outra pessoa. No Brasil, a prática do útero de substituição é um ato altruísta e não pode ter caráter comercial.

Também chamado de útero solidário, é a forma cada vez mais utilizada pela medicina reprodutiva para viabilizar o sonho de muitas famílias de terem um filho. Nesse sentido, ajuda mulheres sem útero, com defeitos congênitos, doenças com risco de morte na gestação, casais homoafetivos e homens solteiros a formarem suas famílias.

Veja o que diz o CFM sobre o útero de substituição:

VII – SOBRE A GESTAÇÃO DE SUBSTITUIÇÃO (CESSÃO TEMPORÁRIA DO ÚTERO)

As clínicas, centros ou serviços de reprodução podem usar técnicas de RA para criar a situação identificada como gestação de substituição, desde que exista um problema médico que impeça ou contraindique a gestação, ou em caso de união homoafetiva ou de pessoa solteira.

  • A cedente temporária do útero deve ter ao menos um filho vivo e pertencer à família de um dos parceiros em parentesco consanguíneo até o quarto grau. Demais casos estão sujeitos a avaliação e autorização do Conselho Regional de Medicina;
  • A cessão temporária do útero não poderá ter caráter lucrativo ou comercial e a clínica de reprodução não pode intermediar a escolha da cedente.

Doação de gameta 

A doação de esperma, de embriões e a ovodoação são alternativas para ajudar pessoas estéreis na busca por um filho. Nesse sentido, dependendo do caso, a fecundação acontece com óvulos ou espermatozoides doados. Da mesma forma, é possível utilizar embriões oriundos de doação que são transferidos ao útero materno.

Veja o que diz o CFM sobre a doação de gametas:

IV – DOAÇÃO DE GAMETAS OU EMBRIÕES

  • A doação não poderá ter caráter lucrativo ou comercial.
  • Os doadores não devem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa, exceto na doação de gametas para parentesco de até 4º (quarto) grau, de um dos receptores (primeiro grau – pais/filhos; segundo grau – avós/irmãos; terceiro grau – tios/sobrinhos; quarto grau – primos), desde que não incorra em consanguinidade.
  • A idade limite para a doação de gametas é de 37 (trinta e sete) anos para a mulher e de 45 (quarenta e cinco) anos para o homem. Exceções ao limite da idade feminina poderão ser aceitas nos casos de doação de oócitos e embriões previamente congelados, desde que a receptora/receptores seja(m) devidamente esclarecida(os) dos riscos que envolvem a prole.
  • Será mantido, obrigatoriamente, sigilo sobre a identidade dos doadores de gametas e embriões, bem como dos receptores, com ressalva do item 2 do Capítulo IV. Em situações especiais, informações sobre os doadores, por motivação médica, podem ser fornecidas exclusivamente para os médicos, resguardando a identidade civil do(a) doador(a).
  • É permitida a doação voluntária de gametas, bem como a situação identificada como doação compartilhada de oócitos em RA, em que doadora e receptora compartilham tanto do material biológico quanto dos custos financeiros que envolvem o procedimento de RA.
  • A escolha das doadoras de oócitos, nos casos de doação compartilhada, é de responsabilidade do médico assistente. Dentro do possível, deverá selecionar a doadora que tenha a maior semelhança fenotípica com a receptora, com a anuência desta.
  • A responsabilidade pela seleção dos doadores é exclusiva dos usuários quando da utilização de banco de gametas ou embriões.
  • Na eventualidade de embriões formados de doadores distintos, a transferência embrionária deverá ser realizada com embriões de uma única origem para a segurança da prole e rastreabilidade.

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