Parto normal: confira guia completo sobre o assunto

O texto a seguir vai esclarecer as principais dúvidas sobre o parto normal, um assunto que traz muitos questionamentos e expectativas para quem espera um bebê. Afinal a hora parto, além de ser um momento de extrema emoção, é também umas das preocupações mais comuns entre as gestantes e suas famílias. 

Nesse sentido, muitas grávidas dizem que se pudessem escolher, optariam pelo parto normal. Mas afinal, quais são os benefícios desse tipo de parto? Como ele acontece? Quais os principais mitos e verdades sobre este tema? Descubra com o conteúdo a seguir.

O que é parto normal?

O parto normal é a via de nascimento dos bebês que se dá de forma natural, através da vagina da mãe. Em outras palavras, é o desfecho de uma gravidez, quando o feto sai do útero materno sem a necessidade de procedimento cirúrgico, como acontece na cesariana.

Porém, também chamado de parto vaginal, o parto normal pode contar com algumas intervenções médicas para garantir maior conforto e segurança à mãe e ao bebê. Exemplos disso são anestesia, episiotomia, uso de fórceps, entre outros.

Segundo orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS, 1996), os partos normais deveriam representar cerca de 85% dos nascimentos, já que apenas 15% têm indicações precisas para cesarianas. Porém, a realidade brasileira é muito diferente. 

Nesse sentido, os dados da pesquisa Nascer no Brasil, conduzida pela Fiocruz em parceria com outras instituições científicas, mostram que no Brasil o percentual de partos normais fica em torno de 48%, na rede pública. Por sua vez, atinge cerca de 12% na rede privada.

O que é parto normal humanizado?

Quando falamos em parto normal, muitas pessoas acabam confundindo com o parto humanizado, porém eles não são sinônimos. Dessa forma, é preciso esclarecer que o parto humanizado não é, na verdade, um tipo de parto, e sim a forma pela qual a assistência ao parto ocorre. 

Nesse contexto, a palavra ‘humanizado’ significa a maneira mais natural possível do nascimento, praticamente sem nenhuma intervenção. Assim, respeita-se o processo natural da mãe e do bebê.

Nesse sentido, parto normal é o tradicional parto vaginal, assistido em ambiente hospitalar. Nele, pode-se utilizar procedimentos e intervenções médicas como:

Punção venosa permanente, administração de medicamentos (analgésicos, anestésicos, sedativos, ocitócicos para estimular as contrações), toques vaginais para medir a dilatação, amniotomia (ruptura antecipada e artificial da bolsa das águas), episiotomia (corte do períneo), aplicação do fórceps

Já no parto humanizado, ou melhor, na assistência humanizada ao parto, se prioriza o protagonismo da mulher e suas escolhas. Nesse sentido, há praticamente nenhuma interferência e o parto acontece respeitando o tempo da mãe e do nenê.

Princípios do parto humanizado. Local: o parto deve acontecer em um lugar aconchegante. Acompanhante: a gestante pode ser acompanhada durante o trabalho de parto e o nascimento. Respeito às mães: gestantes devem ser tratadas com dignidade, confidencialidade e privacidade. Escolhas: as parturientes devem ser informadas de todos os procedimentos que são realizados, e ter liberdade para fazer suas escolhas. Dor: são usadas técnicas de relaxamento com massagens, música e técnicas de respiração para diminuir a dor. Alimentação e hidratação: no parto humanizado, a gestante pode se alimentar e beber água. Posição para o parto: a gestante pode escolher a posição em que se sente mais confortável para dar à luz. Técnicas para prevenir lesão perineal: para evitar lesões do períneo, são usadas técnicas como massagens e compressas quentes. Contato pele a pele: logo após o nascimento, o bebê é entregue à mãe para que tenham contato pele a pele. Amamentação logo após o nascimento: o bebé é estimulado a mamar assim que sai do útero.

Benefícios do parto normal

O parto normal é a maneira mais natural para dar à luz, e permite uma vivência mais intensa da experiência de ter um filho. Nesse sentido, além de possibilitar que a mãe participe ativamente de todas as etapas do nascimento do seu bebê, o parto normal ainda garante alguns outros benefícios.

Benefícios do parto normal para a mãe

Veja, abaixo, as vantagens do parto normal para a mãe:

Recuperação mais rápida

A mulher que realiza o parto normal tem uma recuperação muito mais rápida do que quem passou por uma cesárea, que é um procedimento cirúrgico. Dessa forma, geralmente a mãe não precisa ficar no hospital por muito tempo e tem mais condições de aproveitar melhor o pós-parto e os primeiros dias do bebê. Além disso, com o parto normal, o útero leva menos tempo para voltar ao seu tamanho normal. 

Menor risco de infecção

Como o parto normal não é cirúrgico, as chances de infecções são menores, bem como os riscos de hemorragias, lesões de órgãos adjacentes (bexiga, intestino) e perda de sangue. Além disso, as mulheres que vivenciam o parto normal tendem a necessitar de menos medicamentos no decorrer do trabalho de parto e pós-parto.

O leite desce mais rápido 

A ocitocina liberada durante o parto normal é importante tanto para o bebê quanto para a mamãe. Nesse sentido, esse hormônio contribui para que o leite materno desça mais rápido.

Evita cicatrizes 

Outro benefício do parto normal é que ele evita cicatrizes na barriga da mãe. Contudo, no caso de necessidade de episiotomia, a mulher vai ficar com uma cicatriz no períneo.

Menor risco de morte

De acordo com o Ministério da Saúde, o risco de morte materna entre as mulheres que tiveram parto normal é cerca de 3,5 vezes menor do que quem passou por uma cesariana. Inclusive, outro dado interessante é que o parto normal pode prevenir a trombose. Isso se deve à possibilidade de a gestante movimentar-se durante o trabalho de parto, ativando a circulação dos membros inferiores.

Benefícios do parto normal para o bebê

Confira, na sequência, as vantagens do parto normal para o bebê:

Menor risco de infecção

Quando o bebê passa pelo canal vaginal, ele fica exposto a microrganismos da microbiota da mãe, que colonizam o seu intestino e promovem a atividade e fortalecimento do sistema imunológico. Dessa forma, o parto normal interfere de forma positiva no desenvolvimento saudável do bebê.

Maior facilidade para respirar

Quando o bebê passa pelo canal vaginal o seu tórax é comprimido, fazendo com que o líquido do pulmão seja expelido. Isto facilita a respiração do bebê e diminui o risco de problemas respiratórios no futuro. 

Além disso, o estresse natural do próprio trabalho de parto promove o aumento do cortisol. Isso acelera a produção e liberação de substâncias químicas que beneficiam a maturação pulmonar do bebê.

Maior atividade ao nascer

As alterações hormonais que ocorrem no corpo da mãe no trabalho de parto também beneficiam o bebê, deixando-o mais ativo e responsivo ao nascer. Assim, quando o recém nascido é colocado sobre a barriga da mãe ele consegue se arrastar até o peito para mamar.

Maior vínculo entre mãe e bebê

Durante a passagem pelo canal vaginal, o corpo do bebê é massageado, fazendo com que ele desperte para o toque e estranhe menos o toque dos médicos e enfermeiros. Além disso, como durante o parto normal o bebê está sempre em contato com a mãe, os laços são construídos com mais facilidade, além de acalmar mais o bebê fique.

Quando o parto normal pode ser perigoso?

Como já vimos, o parto normal oferece muitas vantagens tanto para as mães quanto para os bebês. Porém, a escolha pelo tipo de parto deve ser feita pela gestante em conjunto com seu médico. Antes de mais nada, o obstetra vai avaliar, ao longo de todo o pré-natal, se a gestante e seu bebê apresentam as condições adequadas para o parto normal. 

Em algumas situações, mesmo que seja a vontade da mãe, o parto natural pode não ser o mais indicado. Nesse sentido, mesmo que as mulheres sejam fisiologicamente preparadas para o parto normal, algumas complicações podem contra indicar esse tipo de parto.

Veja algumas situações que podem impedir o parto normal:

Placenta prévia centro total ou centro parcial

Ocorre quando a placenta se fixa toda ou em grande parte no colo do útero, impedindo a passagem do feto.

Posição do bebê

A apresentação córmica ou pélvica do bebê pode inviabilizar o pato normal. Dessa forma, a equipe médica pode tentar manobras para virar o bebê. 

Caso ele permaneça em apresentação córmica (na horizontal) a cirurgia é o melhor caminho. No entanto, se o bebê estiver de bumbum ou com os pés para baixo, o parto normal continua sendo uma alternativa viável, que o obstetra deve avaliar.

Vasa prévia

Decorrente da inserção irregular do cordão umbilical, os vasos sanguíneos cruzam os orifícios do colo do útero. Dessa forma, com o trabalho de parto pode ocorrer a ruptura desses vasos, o que tende a prejudicar o feto. 

Cesarianas anteriores 

Se a mulher fez apenas uma cesariana, ela pode, sim, ter a experiência do parto normal. Sendo assim, a restrição vale para as mulheres que já passaram por duas ou mais cesáreas, ou outras cirurgias no útero, pois há chance de rompimento uterino.

Herpes 

Se a mulher tem herpes genital e a lesão está ativa quando ela entra em trabalho de parto, indica-se a cesariana para evitar a transmissão para o bebê. 

Aids 

Portar o vírus do HIV não obriga a realização da cesárea, porém, ter desenvolvido a doença Aids ou apresentar quantidade de vírus elevada, sim. Neste caso, recomenda-se a cesariana para evitar que o bebê entre em contato com o sangue e corra o risco de se contaminar.

Descolamento de placenta 

A placenta é a responsável por oferecer nutrientes e oxigênio ao feto durante a gestação. Assim, quando ela descola da parede do útero, pode haver prejuízos ao bebê. 

Dessa forma, se o descolamento acontece precocemente, a mulher fica de repouso absoluto. Entretanto, quando a idade gestacional é avançada, é necessário uma cesariana de emergência.

Saúde da mãe e do bebê

As condições como hipertensão, diabetes descompensada, pré-eclâmpsia, insuficiência placentária, problemas do coração e do rim, entre outros, podem representar riscos para a mamãe ou para o bebê. Desta forma, em cada caso, o médico deve avaliar se há possibilidade ou não de realizar o parto normal. 

Grávidas com Covid-19 podem fazer parto normal?

Em tempos de pandemia do coronavírus, o medo de pegar a doença atinge a todos, especialmente às gestantes. E nesses casos, um dos principais receios se refere a hora do parto. Afinal, a grávida que está contaminada pode passar pelo parto normal?

Para alguns médicos, o momento do parto e a via de nascimento do bebê não devem ser determinados pela infecção materna por SARS-CoV-19. Nesse sentido, a decisão passa por uma avaliação completa, multidisciplinar, considerando o estado geral da mãe, a idade gestacional e a vitalidade fetal. 

Dessa forma, de maneira geral, a infecção por Covid-19 não é uma indicação para o tipo de parto. Entretanto, recomenda-se a antecipação do parto e a realização de cesárea no caso de gestantes que evoluem com sintomas graves ou críticos. Por outro lado, para gestantes com boas condições clínicas, sintomas leves e feto com boa vitalidade, o parto vaginal é seguro e recomendável.

Como é o procedimento de um parto normal?

O parto normal começa com o trabalho de parto, um processo progressivo que é dividido em três etapas: dilatação, expulsão e dequitação. 

Nesse sentido, a primeira fase é a das contrações do útero, que promovem a dilatação do colo uterino e a descida do feto pelo canal do parto. No início as contrações são pouco frequentes, irregulares, fracas e de pouca duração.

Além disso, geralmente são acompanhadas de dores leves e desconforto lombar. Já com a evolução do trabalho de parto, as contrações passam a ser mais frequentes, com pouco intervalo entre elas, intensas, dolorosas e de maior duração.

Dessa maneira, de acordo com a evolução das contrações, o colo do útero vai sendo dilatado, o que ocorre em duas fases: fase latente e fase ativa. Vale destacar que a dilatação do colo é medida e monitorada pelo “toque vaginal”, e a evolução pode variar entre as gestantes, especialmente entre primigestas e multigestas.

Saiba mais sobre as etapas do parto normal a seguir:

Dilatação

A etapa da Dilatação é dividida em duas fases.

Fase Latente: 

Nesta etapa as contrações são irregulares, com menos intensidade, e o colo vai sendo dilatado lentamente.. Aqui, a descida do bebê é lenta e a dilatação do colo é inferior a 1 centímetro por hora, com este ficando cada vez mais amolecido. A fase latente pode durar em média de 12 a 20 horas.

Fase Ativa: 

Nesta fase, a partir dos 4 centímetros de dilatação, as contrações acontecem a cada  5 minutos ou menos com duração entre 40 a 60 segundos. Portanto, o resultado é uma maior dilatação do colo uterino, em torno de 1 ou 2 centímetros por hora. Normalmente, a fase ativa evolui entre seis e 12 horas, quando o colo alcança 10 centímetros de dilatação.

Expulsão

É quando acontece o nascimento do bebê, ou seja, a sua expulsão do útero para o exterior da mãe. Isto ocorre quando o colo do útero já está com a dilatação completa (10 centímetros) e as contrações ajudam o nenê a fazer a passagem pelo canal vaginal. 

Neste período, as contrações ocorrem a cada um ou dois minutos, com duração média de um minuto. Esta fase demora, em média, de 30 a 60 minutos.

Dequitação

É o processo de deslocamento e expulsão da placenta. Essa fase deve ocorrer entre cinco a 30 minutos após o nascimento.

Quais são os sinais do trabalho de parto?

Como vimos, o trabalho de parto é o processo que leva ao nascimento do bebê, mas como saber quando este momento está próximo? 

Muitas mães têm dúvidas em relação aos sinais que indicam que o trabalho de parto está próximo, especialmente as mães de primeira viagem. Nesse sentido, o corpo da gestante dá alguns indícios de que o grande momento se aproxima.

Conheça os principais indicadores que o trabalho de parto está próximo:

Perda do tampão

O tampão é a “rolha” que fecha o colo do útero. Dessa forma, ele parece um muco, com sangue ou secreção sanguinolenta, que sai do colo do útero para liberar a passagem do bebê.

Dores nas costas 

As dores nas costas se assemelham às cólicas menstruais, porém mais intensas.

Endurecimento da barriga

As contrações frequentes e bem regulares indicam que o trabalho de parto está chegando. Dessa forma, o endurecimento ritmado da barriga, com ou sem dor e num intervalo de 15 ou 10 minutos são sinais de alerta.

Colo do útero apagado

O colo do útero apagado é um dos principais sinais de que o parto está se aproximando! Normalmente, essa condição é verificada em um exame clínico quando se percebe que o útero está mais macio.

Bolsa rota

O rompimento da bolsa é um dos sintomas mais conhecidos de que o trabalho de parto deve iniciar em breve. Nesse sentido, a ruptura pode ser parcial, o que deixa o líquido escapar aos poucos, ou total, quando a bolsa estoura e a mãe perde uma grande quantidade de líquido. 

Quando a anestesia pode ser realizada no parto normal?

As dores no parto normal são um dos principais medos das mulheres em relação ao momento de dar à luz. Isto acontece, pois o corpo da gestante se altera para que o bebê passe através do canal de parto, o que causa bastante desconforto. 

Nesse sentido, muitas gestantes conseguem lidar com a dor, ou escolhem sentir totalmente cada experiência do trabalho de parto. No entanto, outras mulheres preferem que a dor seja aliviada, o que é possível com o uso de medicações.

Sendo assim, como parto normal acontece com a participação ativa da mãe, é fundamental que o anestésico seja aplicado em doses baixas. Dessa forma, a analgesia não tira a sensibilidade que o momento de dar à luz proporciona à grávida. Ela apenas promove o alívio da dor, sem perda de consciência, da mobilidade ou da sensibilidade.

A anestesia mais utilizada no parto normal é a duplo bloqueio com cateter: combina as técnicas da peridural e raquidiana. É indicada para quem possui muita sensibilidade à dor e ainda está no início do trabalho de parto. Por isso, promove alívio imediato da dor sem bloquear a movimentação das pernas e, desta forma, é possível levantar-se e caminhar durante o trabalho de parto.

Exercícios para parto normal

A prática regular de exercícios traz muitas vantagens para as grávidas, especialmente para quem espera ter filhos através do parto normal. Nesse sentido, sabemos que o trabalho de parto exige muito do corpo da mulher, e assim, flexibilidade, força e um bom condicionamento físico podem ajudar muito na hora do parto. 

Além disso, a atividade física fortalece a musculatura e ajuda a manter um ganho de peso adequado. Porém, tudo deve ser feito sob orientação médica. 

Veja algumas atividades físicas que ajudam a promover o parto normal:

Alongamento pélvico

Esse exercício é o maior aliado do parto normal, uma vez que estimula os movimentos necessários para o parto. Pode ser feito no travesseiro, bola de pilates ou cadeira. Dessa forma, a grávida deve deixar os pés no chão e afastar as pernas, mantendo a coluna reta. Os movimentos pélvicos vão para frente e para trás, repetindo isso 20 vezes.

Exercícios de Kegel

Os exercícios de Kegel são indicados para fortalecer os músculos do assoalho pélvico, facilitando o momento de expulsão do feto. Dessa forma, a gestante deve contrair os músculos do períneo o máximo que conseguir, mantendo-se assim pelo maior tempo possível e depois relaxar.

Yoga

Alguns exercícios de yoga também ajudam a fortalecer o assoalho pélvico. Além disso, a meditação vai ajudar a manter a calma e o foco, durante todo o período da gravidez e principalmente na hora do parto.

Caminhada

Caminhar ajuda na flexibilidade e evita o acúmulo de gorduras que podem dificultar o momento do parto. Previne também a constipação e a alta pressão sanguínea. Portanto, para as mulheres grávidas é recomendado caminhar 30 minutos duas vezes ao dia, mas lembrando que essa caminhada deve ser devagar.

Rebolar na bola

A gestante pode sentar-se sobre a bola de pilates sozinha ou com ajuda do companheiro e rebolar lentamente durante alguns minutos, quando se tem contrações. Esse é um exercício relaxante e simultaneamente exercita a musculatura pélvica.

Inclinação pélvica

A inclinação pélvica fortalece os músculos abdominais, ajuda a aliviar dores nas costas durante a gravidez e no trabalho de parto, além de facilitar o parto em si. Esse exercício também pode ajudar a melhorar a flexibilidade das costas e afastar dores. 

Nesse sentido, uma forma de realizar o exercício é ficar de quatro, sobre as suas mãos e joelhos, mantendo a cabeça alinhada com a coluna. Então, encolha a barriga e arqueie suas costas para cima. Segure esta posição por vários segundos, e na sequência relaxe a barriga e as costas, que devem ser mantidas eretas. Comece repetindo este exercício de três a quatro vezes, e aumente gradualmente até chegar a dez.

Agachamento

Os agachamentos ajudam a fortalecer os músculos que serão trabalhados durante o parto. Além disso, são úteis porque abrem a saída da pélvis entre 0,5 cm e 1 cm a mais, fazendo com que o bebê tenha mais espaço para nascer.

Natação

A natação é um dos esportes mais completos e possui inúmeros benefícios. A prática regula os batimentos cardíacos, previne lesões musculares e ainda fortalece os músculos essenciais para o parto. A dica para as grávidas é evitar a água muito quente, pois ela pode baixar a pressão.

Hidroginástica 

Alguns exercícios de hidroginástica para gestantes, como andar, correr, levantar os joelhos ou bater as pernas com o corpo dentro da água, aumentam a mobilidade dos músculos e das articulações. Além disso, a hidroginástica ajuda a manter o peso corporal e o equilíbrio, e auxilia no desenvolvimento saudável do bebê facilitando o trabalho de parto. 

Cuidados pós parto-normal

Após o parto normal, o corpo da mãe necessita de um tempo para se restabelecer do grande esforço que é o nascimento. Embora a recuperação do parto normal seja mais fácil do que a da cesariana, ainda assim é preciso alguns cuidados. 

Nesse sentido, logo após o parto, as mães entram no período chamado puerpério, que vai desde o dia do nascimento até a volta da menstruação, o que pode demorar até 45 dias. Dessa forma, são em média oito semanas até o organismo da mulher retornar à forma antes da gestação.

Especialmente nos primeiros dias após o parto, além de fazer repouso e evitar esforço, a mulher deve se hidratar e manter uma boa alimentação. Além disso, a mãe normalmente faz a primeira consulta médica cerca de uma semana após o parto. Neste encontro, o especialista vai avaliar o sangramento vaginal, observar a cicatrização da episiotomia, retirar pontos e ajudar com qualquer dúvida sobre a amamentação.

Da mesma forma, ela deve ficar atenta a alguns sintomas comuns no puerpério. Saiba mais abaixo:

Desconforto na região íntima 

Mulheres que tiveram parto normal podem sentir a vagina mais dilatada e inchada por alguns dias. Além disso, quem necessitou de episiotomia ainda vai sentir os efeitos dos pontos e da cicatrização. Nesse sentido, para evitar infecções é recomendado lavar a região com água e sabão até três vezes por dia, com cuidado para os pontos não arrebentarem antes do tempo. O esperado é que a região cicatrize em 2 semanas. 

Sangramentos 

Após o nascimento de um bebê e a saída da placenta, o útero vai retornando ao seu volume normal e cicatrizando. Isso provoca a loquiação, que pode gerar sangramentos e secreções ao longo de todo o puerpério. 

Nesse sentido, nos primeiros dias é um sangue vermelho vivo, mas a partir da segunda semana, vai se tornando vermelho escuro. Com o passar do tempo a loquiação fica amarelada, depois esbranquiçada até terminar, o que acontece cerca de um mês após o parto.

Incontinência urinária

A incontinência pode ser sentida como uma vontade repentina de urinar, difícil de controlar, o que causa escapes de urina na calcinha. Para melhorar essa situação, uma boa dica é fazer os exercícios de Kegel para fortalecer a musculatura da região.

Cólicas durante amamentação

Após o parto, o útero precisa se contrair para voltar ao tamanho normal, e este movimento causa dores parecidas com as cólicas menstruais. Como o hormônio que faz a contração uterina é liberado durante a amamentação, é comum a mãe sentir cólicas enquanto o bebê mama. Além disso, é possível que o sangramento também aumente nesses momentos.

Quarentena Sexual

Normalmente, as relações sexuais deverão ser evitadas em média por 40 dias, tempo para o organismo da mulher se recuperar. Independentemente do tipo de parto, é comum a vagina ficar ressecada e podendo haver certo desconforto na relação sexual

Mitos e verdades sobre parto normal

Quando o assunto é parto normal, não faltam dúvidas e mitos que preocupam as gestantes e suas famílias. Veja agora algumas das questões que “tiram o sono” das futuras mamães:

A episiotomia é obrigatória

Mito. O corte no períneo, para facilitar a passagem do bebê, não é obrigatório. Este procedimento só é realizado quando há indicação específica.

O parto normal alarga o canal vaginal

Mito. A vagina é um órgão elástico, preparado para o parto. Dessa forma, tudo volta ao normal após o período de recuperação. 

O cordão umbilical em volta do pescoço do bebê, impede o parto normal

Depende. Quando o cordão dá apenas uma volta no pescoço do bebê, não há indicação obrigatória para cesárea. Porém, se durante o trabalho de parto houver desaceleração dos batimentos cardíacos, e se ficar claro que são muitas voltas, aí será mais seguro fazer uma cesariana.

Mulheres com quadris estreitos não poderão ter parto normal

Depende. Normalmente o bebê se adapta aos diâmetros da bacia da mãe, porém, o obstetra deverá avaliar a situação através de exame específico.

Mulheres com parto normal voltam mais rápido as atividades

Verdade. Quanto menor a lesão dos tecidos, mais rápida é a recuperação. Nesse sentido, a cesariana é um procedimento cirúrgico, o que torna a recuperação mais lenta e dolorosa. Contudo, nas mulheres que tiveram parto normal, o retorno às atividades cotidianas costuma acontecer após 45 dias.

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