Mini FIV: conheça o procedimento e suas diferenças para a FIV tradicional

A Mini FIV é uma técnica de Reprodução Assistida muito parecida à Fertilização In Vitro tradicional. Nesse sentido, é quando as células reprodutivas do homem e da mulher são coletadas e fertilizadas em laboratório.

No entanto, a principal diferença entre a Mini FIV e a FIV tradicional é que a primeira utiliza menos medicamentos hormonais para estimular os ovários. No texto a seguir vamos explicar as particularidades deste procedimento, para quem é indicado e suas taxas de sucesso.  

O que é mini FIV?

A Mini FIV (Mini Fertilização In Vitro) é uma técnica recente em Reprodução Humana desenvolvida pelo médico japonês Osmau Kato, que se baseia na utilização de doses hormonais menores para o estímulo ovariano.

Dessa forma, ela se fundamenta na hipótese já conhecida da ciência, de que são suficientes apenas 2 ou 3 óvulos em uma estimulação ovariana para produzir embriões de boa qualidade.

Sendo assim, o procedimento utiliza uma Mínima Estimulação Ovariana (MEO), com comprimidos e pouca medicação injetável, deixando o tratamento mais simples. Esta estimulação mais leve se aproxima do planejamento natural de uma gravidez, que mensalmente procura selecionar os melhores óvulos.

Qual a diferença entre FIV e mini FIV?

Antes de explicarmos as diferenças de Mini FIV e Fertilização In Vitro, é muito importante esclarecer que as técnicas são iguais. Porém, na Mini FIV é utilizada uma menor quantidade de hormônios para a estimulação ovariana.

Vale esclarecer que cabe ao médico especialista em reprodução assistida avaliar as necessidades de cada paciente. Sendo assim, muitas vezes se inicia o tratamento de FIV tradicional e percebe-se que não há necessidade de utilizar muitas doses hormonais. Desta maneira, a Fertilização in Vitro se torna uma Mini FIV naturalmente.

De qualquer forma, vamos explicar abaixo as diferenças do tratamento de Fertilização in Vitro tradicional para uma Mini FIV.

FIV Tradicional

A Fertilização In Vitro convencional é realizada há mais de 30 anos e tem alcançado altos índices de sucesso, ajudando casais a realizarem o sonho da gestação. No procedimento, são aplicadas várias doses de medicações para estimular os ovários e, assim, gerar uma quantidade maior de óvulos. Desta forma, a técnica aumenta consideravelmente a chance de gravidez por ciclo de tratamento.

Na FIV é necessária a utilização de injeções diárias de hormônios para a estimulação ovariana. Nesse sentido, o tratamento geralmente produz óvulos excedentes que poderão ser congelados para uma futura gravidez. Contudo, por receber muito hormônio, a paciente pode sentir alguns desconfortos como retenção de líquido, inchaço abdominal e aumento de peso. 

Mini FIV – (Mínima Estimulação Ovariana – MEO)

Como já vimos acima, a Mini FIV é muito semelhante ao tratamento convencional de Fertilização In Vitro, porém com a aplicação de doses hormonais menores.

Entretanto, pela quantidade mínima de medicamentos utilizados, a técnica pode causar menos estresse, inchaço, retenção de líquido e ter um menor custo financeiro.

Além disso, a Mini FIV produz um número reduzido de óvulos (de dois a quatro no máximo). Isso pode ser interessante para casais que não desejam congelar embriões excedentes, pois todos os embriões gerados pela técnica serão transferidos ao útero.  

Vale esclarecer ainda que esta técnica deve ser oferecida a casos selecionados, e que também pode ocasionar maior número de cancelamentos do ciclo estimulado e menor número de transferência de embriões. Isto ocorre, pois às vezes o único embrião formado não se desenvolve adequadamente para ser transferido ao útero.

Por esta razão, esta estratégia não é indicada para todas as pacientes. Desta forma, os melhores resultados ocorrem quando a indicação for feita de modo individualizado

Para quem a mini FIV é indicada?

A Mini FIV é uma variação da Fertilização In Vitro na qual uma quantidade reduzida de hormônios é utilizada para estimular os ovários. Nesse sentido, por consequência, uma quantidade menor de óvulos é produzida, coletada e fertilizada com o gameta masculino.

Desta forma a Mini FIV não é indicada para todos os casos. Confira para quem o tratamento é recomendado:

  • Mulheres com mais de 35 anos de idade, com baixa reserva ovariana ou com defasagem de folículos;
  • Casais que não desejam congelar embriões excedentes;
  • Tentantes que preferem ter menos efeitos colaterais, comuns em tratamentos de reprodução humana, como inchaço, ganho de peso, retenção de líquido e alterações de humor;
  • Mulheres que têm predisposição de desenvolver a Síndrome da Hiperestimulação Ovariana.

Mini FIV resultados: quais são as taxas de sucesso?

Os resultados podem se assemelhar aos da FIV Convencional, em casos específicos onde poucos óvulos podem ter um bom prognóstico. Porém não pode ser proposta para todas as pacientes, pois a pouca quantidade de óvulos, dependendo do caso, pode comprometer os resultados.

Mini FIV: quanto custa?

A Mini FIV tem um custo mais acessível do que a Fertilização In Vitro. Isto ocorre pois os gastos com medicações para a estimulação ovariana são menores, e geralmente não há despesas de congelamento de embriões excedentes. Mas vale lembrar que os custos relacionados à punção ovariana e aos processos feitos no laboratório são os mesmos da técnica convencional.

Como funciona a mini FIV?

A Mini FIV aproveita as taxas hormonais e o ciclo menstrual natural da mulher para promover o estímulo ovariano, com o auxílio de alguns medicamentos e poucas injeções. Nesse sentido, as doses dos remédios são reguladas de acordo com a resposta que o organismo de cada paciente apresenta durante o tratamento.

Veja abaixo o passo a passo desta técnica:

Indução da ovulação

Na indução da ovulação os ovários são estimulados através do uso de medicamentos hormonais que promovem o crescimento e a maturação dos óvulos. Este estímulo dura de 9 a 12 dias e o crescimento dos gametas é monitorado por exames de ultrassom transvaginal.

Coleta de óvulos e espermatozoides

Durante o ultrassom transvaginal, é realizada uma punção dos ovários para retirada dos óvulos maduros. Sendo assim, a paciente é sedada e os folículos são aspirados com uma pequena agulha para um tubo de ensaio. Desta forma, os melhores óvulos serão  selecionados para serem fertilizados pelo sêmen do parceiro.  

Geralmente, no mesmo dia em que é feita a punção dos óvulos, também é realizada a coleta dos espermatozoides para que ocorra a fertilização em laboratório. Nesse sentido, o gameta masculino é extraído através de masturbação. 

No entanto, para os casos de azoospermia – quando não há espermatozoide no sêmen – os homens devem se submeter à punção ou biópsia testicular para a obtenção de espermatozoides. Em outras situações, pode-se recorrer também a bancos de sêmen.

ICSI e desenvolvimento dos embriões

A Fertilização In Vitro por ICSI (Injeção Intracitoplasmática) é a sofisticação da técnica de FIV e Mini FIV. Assim, em vez dos espermatozoides penetrarem de forma espontânea no óvulo selecionado, apenas um espermatozoide é escolhido e injetado no óvulo maduro. Nesse sentido, o procedimento é realizado através de micromanipuladores acoplados aos microscópios e tem altas chances de sucesso.

Sendo assim, quando há fecundação, os embriões são observados diariamente no laboratório e classificados de acordo com a sua morfologia e capacidade de divisão. Os embriões saudáveis e em fase de blastocisto (embrião no 5º dia de desenvolvimento) são separados para a etapa de transferência embrionária.

Transferência embrionária

Nesta etapa de transferência, são selecionados os melhores embriões e introduzidos dentro do útero materno. O procedimento é relativamente simples, não requer qualquer tipo de sedação ou anestesia e pode ser realizado no atendimento ambulatorial.

Nesse sentido, de 7 a 10 dias depois da transferência embrionária, é realizado um teste de gravidez. Caso o resultado seja positivo, será necessário realizar um ultrassom transvaginal para avaliar o saco gestacional do feto.


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