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Menopausa: como combater os sintomas

A idade média do aparecimento da menopausa é por volta dos 45 anos de idade. Este é o período em que a mulher deixa de produzir hormônios e poderá ter sintomas muito fortes, o que interfere no dia a dia e na qualidade de vida. 

Pensando nisso, preparamos este artigo para que você conheça os principais sintomas da menopausa e descubra como minimizá-los.

Boa leitura!

Sintomas da menopausa

A interrupção na produção de estrogênio, hormônio responsável pelo controle da ovulação, é a principal responsável pelos sintomas da menopausa. 

Entre os principais sintomas que a falta de estrogênio pode provocar, estão:

  • Sintomas vasomotores (SVM) – são as ondas de calor no pescoço, face e peitos, que atingem até 80% das mulheres;
  • Síndrome geniturinária (SGM) – alterações na vulva, vagina, uretra e bexiga. A mulher pode apresentar desconforto vaginal, dificultando relações sexuais;
  • Irritabilidade e depressão – o estrogênio está associado a sentimentos de bem-estar e autoestima elevada, a falta dele pode causar depressão;
  • Osteoporose – por causa da ausência de estrogênio, após a menopausa, a mulher pode ter osteoporose, doença que causa enfraquecimento ósseo, o que pode levar à fraturas;
  • Alterações no corpo – é possível que a falta do hormônio cause a diminuição do brilho da pele e favoreça a concentração de gordura na barriga; 
  • Descontrole do colesterol – o estrogênio também está relacionado ao equilíbrio entre colesterol bom (HDL) e colesterol ruim (LDL) no sangue.

Tratamentos para a menopausa

Basicamente, existem dois tipos mais comuns de tratamentos para amenizar os sintomas da menopausa. Confira a seguir:

Terapia hormonal

A terapia hormonal (TH), que é a reposição dos hormônios estrogênio e progesterona por meio de medicamentos, alivia efetivamente os sintomas da menopausa e tem como objetivo melhorar a qualidade de vida da mulher nessa nova fase.

Entretanto, é preciso manejar os riscos. A terapia hormonal aumenta as chances do desenvolvimento de algumas doenças, como tromboembolia pulmonar, câncer de mama, câncer de endométrio e doença hepática, além de apresentar sangramento vaginal não diagnosticado ou porfiria (distúrbio provocado por deficiências de enzimas).

O tratamento deve ser individualizado e é preciso acompanhar a manutenção dos benefícios, a melhora da qualidade de vida e o aparecimento de efeitos adversos nas mulheres que optarem por este tratamento. Converse com um médico de confiança para entender o que é melhor para o seu caso.

Tratamento sem hormônios

O tratamento pode ser realizado sem o auxílio de medicamentos (tratamento não farmacológico), usando, por exemplo, a acupuntura ou estabelecendo modificações no estilo de vida. 

Neste caso, usar roupas leves, diminuir a temperatura dos quartos, beber bebidas frias, evitar alimentos quentes e apimentados, praticar atividades físicas, reduzir o peso e parar de fumar são medidas que podem contribuir para a melhora dos sintomas.

Os medicamentos são outra estratégia frequentemente utilizada de forma isolada ou em associação às terapias não farmacológicas. O tratamento medicamentoso inclui a TRH (estrogênio, progesterona, tibolona e os moduladores seletivos de hormônios estrogênicos) e o não hormonal. 

As substâncias não hormonais mais estudadas são os antidepressivos, que atuam via serotonina, via noradrenalina e a gabapentina. Os medicamentos não hormonais usados para tratar manifestações clínicas do climatério podem ser divididos em cinco grupos principais:

Medicamentos que agem via serotonina: são exemplos a paroxetina, o citalopram, o escitalopram, a sertralina e a fluoxetina. A paroxetina foi recentemente aprovada pelo FDA para o tratamento dos sintomas vasomotores do climatério. É o primeiro medicamento não hormonal aprovado para esse fim nos Estados Unidos. 

O novo medicamento, denominado Brisdelle®, contém dose mais baixa de paroxetina (7,5 mg) quando comparada à dose de 20mg dos comprimidos usualmente disponíveis no mercado Medicamentos que agem via serotonina + noradrenalina (exemplos: a venlafaxina, desvenlafaxina e a duloxetina)

Os antiepiléticos (exemplo: a gabapentina). A pregabalina, substância usada para tratamento fibromialgia,também pode ser eficaz.

Medicamentos fitoterápicos (exemplos: Cimicifuga racemosa, Glycine max, Valeriana, isoflavonas etc.).

A homeopatia também tem sido utilizada, especialmente para o alívio dos sintomas vasomotores. Algumas substâncias utilizadas na homeopatia são A. racemosa, A. montana, Glonoinum, L. mutus e S. canadensis.

A busca por medicamentos que não contém hormônios para amenizar os sintomas do climatério, é uma estratégia muito importante para melhorar a qualidade de vida das mulheres que se encontram nessa fase da vida e não podem se submeter à TRH.

No entanto, vale ressaltar que mesmo os medicamentos fitoterápicos, podem ter efeitos colaterais graves se ingeridos em doses altas. 

Além disso, eles podem interagir com outros medicamentos que a mulher já esteja utilizando, provocando diversas complicações. 

Dessa forma, embora avanços importantes estejam ocorrendo, a terapia deve ser sempre individual, realizada com acompanhamento e supervisão médica qualificada.

Dicas para combater os sintomas da Menopausa

Existem algumas formas de amenizar os sintomas da menopausa. Confira:

  • Ser orientada por um médico, para que este avalie seus sintomas e a necessidade de medicamentos;
  • Realizar atividades físicas que lhe dê prazer, como andar de bicicleta, correr ou fazer hidroginástica. O importante é fazer exercícios, pois liberam endorfinas na corrente sanguínea que proporciona uma sensação de prazer e de bem estar físico e emocional;
  • Fazer uma dieta balanceada, ingerindo alimentos como soja e inhame, que contêm fitoestrogênios que vão ajudar a diminuir os incômodos da menopausa;
  • Beber bastante água;
  • Tomar chá de camomila, pois ele possui propriedades calmantes e é um ótimo aliado durante a menopausa. 

Além disso, existem opções de tratamentos naturais para diminuir os sintomas da menopausa. O uso da Isoflavona de soja, um composto derivado da soja que contém os hormônios que deixam de ser fabricados durante esta fase. 

Este suplemento alimentar deve ser tomado diariamente durante os primeiros meses da menopausa, até que o corpo da mulher se habitue a inatividade dos ovários.

Considerações finais

Como vimos ao longo do post, a menopausa é um período delicado para as mulheres e os sintomas são bastante perceptíveis. 

A boa notícia é que existem diversas formas de amenizar essas sensações e melhorar a qualidade de vida, mesmo após atingir a menopausa. Para isso, basta ter alguns cuidados com a saúde e, principalmente, fazer um acompanhamento médico adequado e especializado.

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