Implantação do embrião: como ajudar a realização do procedimento?

A implantação do embrião é uma etapa fundamental para que a gravidez se concretize. Nesse sentido, trata-se do momento que o embrião chega até o útero e se fixa ao endométrio para dar início à gestação.

Sendo assim, vamos conhecer um pouco mais sobre o assunto: como ocorre, quais os sintomas, o que prejudica este processo, e como as técnicas de reprodução assistida podem ajudar o embrião a se fixar na parede uterina.

O que é implantação do embrião?

 A implantação do embrião, também conhecida pela medicina como nidação, é o momento em que o embrião se fixa no tecido que reveste a camada interna do útero. Nesse sentido, o endométrio, como é chamado, é preparado através dos hormônios femininos para abrigar o óvulo fecundado pelo espermatozoide, dando origem ao embrião, que chega ao útero em seus primeiros estágios de desenvolvimento e implanta no endométrio.

A partir daí, o embrião tem a possibilidade de se desenvolver até que a placenta se forme. Portanto, é possível dizer que a implantação do embrião na parede uterina é o começo da gravidez.

Quando e onde ocorre a implantação do embrião?

Sabemos que a fecundação do óvulo pelo espermatozoide acontece nas trompas de falópio. Assim, neste momento, começa o processo de deslocamento do embrião até o útero, que ocorre em média de 5 a 6 dias.

Dessa forma, a implantação do embrião dá-se na parede interna do útero, mais especificamente no endométrio. 

Sintomas da implantação do embrião

Nem todas as mulheres têm sintomas durante a implantação do embrião no endométrio. Sendo assim, vai depender da sensibilidade de cada organismo. No entanto, algumas podem perceber certos sinais, que geralmente aparecem entre 7 e 15 dias após o período fértil. 

Desta forma, o sintoma mais comum da nidação é um pequeno sangramento. Isto ocorre pois o útero que foi preparado pelos hormônios femininos para receber o embrião está muito irrigado. Assim, quando o embrião se fixa no endométrio, alguns vasos sanguíneos podem se romper, gerando a perda de sangue.

Contudo, esse sangramento acontece em pequena quantidade, se assemelhando a uma borra de café e com espessura mais rala do que o sangue menstrual. Porém, como ocorre normalmente até o 15º dia da fecundação e tem duração de 2 a 3 dias, pode gerar confusão entre as mulheres, se parecendo com uma menstruação desregulada.

Além disso, outro sintoma da implantação do embrião é a cólica ou pontadas no baixo ventre. Isto se deve pelo fato do embrião estar penetrando cada vez mais fundo no endométrio. As tonturas, por sua vez, também podem vir a ocorrer devido à dilatação dos vasos sanguíneos, que resulta na queda da pressão arterial.

Já a temperatura basal é o sintoma mais esperado e controlado pelas tentantes. Sabe-se que após a ovulação a temperatura tende a se elevar e só volta à normalidade quando ocorre a menstruação. Porém, quando há fecundação, a temperatura basal pode sofrer variações de 1 grau tanto para acima como para baixo da normalidade. Isso acontece porque o próprio corpo tenta manter o equilíbrio em prol da implantação do embrião.

sintomas da implantação do embrião:
Pequenos sangramentos de cor amarronzado ou rosado, de forma rala, durante no máximo 3 dias;
Cólicas parecidas com as menstruais;
Leves pontadas no baixo ventre;
Tonturas;
Aumento ou diminuição da temperatura do corpo.

Como acontece a implantação do embrião?

Como já vimos, a fecundação ocorre na trompa uterina, e a partir daí o zigoto vai se deslocar para a cavidade do útero, passando por divisões celulares (clivagem). Desta forma, depois de cinco dias de trajeto, já em fase de blastocisto, o embrião está pronto para se fixar ao endométrio. 

Até este momento, o embrião ainda conserva a zona pelúcida. Esta camada herdada do óvulo mantém unidas as novas células embrionárias que estão surgindo como resultado das clivagens, impedindo sua dispersão no útero.

Somente após o rompimento da zona pelúcida, chamado de hatching, é que as células embrionárias passam a ficar aderidas diretamente ao endométrio. Este é o acontecimento que marca a implantação embrionária de fato, e ocorre, em média, 3 dias após a chegada do embrião na cavidade uterina.

É por esta razão que dizemos que a gestação tem início a partir da implantação do embrião.

O que acontece após a implantação do embrião?

Após a implantação do embrião no endométrio as células embrionárias passam a se desenvolver de forma mais complexa, estruturando órgãos e sistemas.

Para que isto ocorra, se iniciará o desenvolvimento das estruturas que acompanharão o crescimento do feto até o fim da gestação. Desta forma, placenta, saco amniótico e cordão umbilical se formarão.

Somente após a 12º semana gestacional é que a produção de estrógeno e progesterona se iniciará pela placenta, a fim de manter o endométrio. A partir daí, o feto começa a se desenvolver em condições ideais até o momento do parto.

O que impede a implantação do embrião no útero?

Como já vimos, o embrião precisa se fixar ao útero materno para dar início à gravidez. No entanto, quando ele não consegue se implantar, ocorre o aborto, que deve ter investigação para saber suas causas. Desta forma, a partir de um diagnóstico preciso, é possível tentar um tratamento para aumentar a chance de uma futura gravidez.

Sendo assim, sabe-se que existem alguns fatores que podem dificultar a implantação do embrião. Um dos principais é a baixa qualidade embrionária. Outro fator muito importante é a receptividade endometrial, ou seja, as condições do endométrio para receber o embrião.

Confira abaixo os principais problemas que podem dificultar a receptividade endometrial:

Como ajudar na implantação do embrião?

Para as mulheres que sofrem com abortos e gravidez de risco, felizmente, existem formas de ajudar na implantação do embrião e aumentar, assim, a chance de sucesso de uma gestação.

De forma geral, é importante esclarecer que a melhora dos hábitos de vida do casal são fundamentais para que ocorra uma gravidez saudável. Nesse sentido, uma alimentação adequada e exercícios físicos podem melhorar consideravelmente a qualidade dos gametas, do embrião e do endométrio, favorecendo a implantação.

Como complementação, os médicos ainda indicam vitaminas para auxiliar no fortalecimento dos óvulos. Assim, são recomendadas as vitaminas C, D, A, B6 e B12, além do ácido fólico, essencial para todas as mulheres tentantes. Já para os homens, são indicados Zinco e as vitaminas C, D e E.

Além disso, estudos apontam que certos alimentos têm o poder benéfico de ajudar na fixação do embrião no útero, evitando abortos. Alguns deles são o abacaxi, a gelatina, a água de coco e a folha da framboesa vermelha.

Fertilização in Vitro e implantação do embrião: entenda a relação

Em algumas vezes, hábitos mais saudáveis não são suficientes para que o embrião consiga se implantar naturalmente. Desta forma, existe a técnica de Fertlilização in Vitro, da medicina reprodutiva, que pode auxiliar as mulheres nesta situação.

Sendo assim, a FIV é indicada em dois casos:

Falhas na receptividade endometrial

Quando a mulher apresenta falhas na receptividade endometrial, a paciente pode recorrer à Fertilização in Vitro para ajudar na implantação do embrião.

Desta forma, depois da estimulação ovariana, da coleta dos óvulos e espermatozoides e da fecundação dos gametas em laboratório, os embriões são congelados. Nesse sentido, a transferência embrionária ao útero, será realizada somente no momento em que o endométrio estiver perfeitamente preparado pelos médicos.

Além disso, para as mulheres que já passaram por falhas de implantação após transferência de mais de três embriões nas Fertilizações in Vitro, ou tiveram vários abortos de repetição, é indicado, estes de análise endometrial. Exemplo disso é o Teste ERA. Este exame molecular avalia o estado do endométrio de cada paciente e identifica o melhor período (janela implantacional) para realizar a transferência do embrião. 

Dificuldade de romper a zona pelúcida do embrião

A Fertilização in Vitro também é indicada nas situações em que o embrião demonstra dificuldades em romper a zona pelúcida. Ou seja, quando não consegue rasgar a camada herdada do óvulo para que as células embrionárias se fixem diretamente no endométrio.

Nestes casos, a FIV possibilita a realização do hatching assistido. Sendo assim, no procedimento, pequenas fissuras na região da zona pelúcida do embrião são abertas ainda em laboratório. Desta forma, o corte antecipado facilita o rompimento total desta camada no momento em que o embrião é colocado no interior da cavidade uterina.

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