O exame histerossalpingografia ajuda a engravidar? Saiba tudo sobre procedimento

O exame histerossalpingografia, também conhecido pela sigla HSG, é um exame ginecológico de imagem que analisa mais detalhadamente a anatomia do aparelho reprodutor feminino.

Nesse sentido, o exame histerossalpingografia utiliza raio-x com contraste para ter uma visão mais clara da condição do útero e das trompas de falópio. Sendo assim, é muito indicado para mulheres com problemas ginecológicos e principalmente para diagnosticar causas de infertilidade feminina.

No texto a seguir vamos saber todos os detalhes deste procedimento que é realizado no Brasil desde 1960, e que tem ajudado muitas mulheres a engravidar. Confira!

O que é o exame histerossalpingografia?

O exame histerossalpingografia é um procedimento que avalia o útero e as tubas uterinas e, assim, identifica qualquer tipo de alteração nestes órgãos.

Desta forma, a partir do raio-x com contraste, o exame percorre todo o trajeto feito pelo espermatozoide até a trompa de falópio, local onde ocorre a fecundação do óvulo. Sendo assim, é possível que o médico conheça em detalhes a estrutura da cavidade uterina e a permeabilidade tubária. Nesse sentido, é um exame mais preciso que revela informações úteis na medida em que a ecografia simples não visualiza as trompas. 

Para que serve o exame histerossalpingografia?

Como já vimos, o exame histerossalpingografia serve para verificar a cavidade uterina e a permeabilidade das trompas de Falópio. Sendo assim, qualquer anomalia no aparelho reprodutor feminino pode ser identificada pelo exame. Desta forma, com o diagnóstico correto, o médico pode sinalizar o melhor tratamento para solucionar o problema.

Veja abaixo em quais situações o exame é indicado:

Portanto, com o exame histerossalpingografia, o médico pode saber se existe qualquer malformação ou cicatriz uterina que possa atrapalhar a aderência do óvulo fecundado. Da mesma maneira, o procedimento permite verificar se as trompas estão bloqueadas, dificultando o caminho do óvulo. Além disso, ele serve também para diagnosticar outros problemas ginecológicos como, por exemplo, pólipos ou miomas.

O exame histerossalpingografia ajuda a engravidar?

Um dos principais objetivos do exame histerossalpingografia é saber o que está acontecendo no útero e nas trompas, para que seja possível iniciar um tratamento e auxiliar a paciente no processo de gravidez

Sabemos que as trompas obstruídas podem ser um dos maiores empecilhos para uma mulher engravidar. Nesse sentido, há muitas complicações que podem causar isso, como por exemplo, a endometriose e as DST’s.

Desta forma, além de diagnosticar estes problemas para indicar possíveis tratamentos, a realização do próprio exame já pode ajudar a desobstruir as tubas, facilitando, assim, a gravidez. Isto acontece pois é introduzido um líquido contraste pela vagina que segue para as trompas. No momento que o líquido passa pelas tubas, muitas vezes ele já consegue remover micro aderências ou rolhas de muco que eventualmente atrapalham a passagem do espermatozoide.

Qual é o preparo para o exame histerossalpingografia?

É importante esclarecer que o exame histerossalpingografia deve ser feito entre os dias seis e doze do ciclo menstrual. Ou seja, no período entre o final da menstruação e pouco antes da ovulação, para garantir que a mulher não esteja grávida. 

Desta forma, o procedimento não deve ser feito na gravidez, pois o contraste injetado no útero e o raio-x podem provocar malformações no feto. Além disso, o exame também não deve ser realizado se a paciente tiver sangramento menstrual abundante, qualquer infecção ou inflamação ginecológica como clamídia ou gonorreia.

No entanto, quem for realizar a histerossalpingografia é importante tomar as seguintes precauções:

  • Ingerir um laxante prescrito pelo médico, na noite anterior ao exame, para evitar que as fezes ou os gases impeçam a visualização das estruturas ginecológicas;
  • Tomar o analgésico receitado pelo ginecologista, cerca de 40 minutos antes do exame, já que o procedimento pode ser um pouco desconfortável;
  • Informar ao médico se possui alergia ao contraste iodado;
  • Evitar relações sexuais alguns dias antes do exame;
  • Esvaziar a bexiga antes do procedimento.

Como é feito o exame histerossalpingografia?

O exame Histerossalpingografia é um procedimento simples e que dura entre 20 a 30 minutos. Ele é feito ambulatorialmente por um médico radiologista, sem a necessidade de internação ou sedação. Sendo assim, para realizar a investigação a paciente fica em posição ginecológica, semelhante à do exame de Papanicolau.

A partir daí, o especialista faz uma rápida análise da pelve e, em seguida, insere o espéculo vaginal para dilatar o canal da vagina. Posteriormente, é introduzido um fino cateter que libera o contraste com iodo no interior do colo do útero. Desta forma, o líquido espalha-se pelos diferentes órgãos do sistema reprodutivo da mulher e permite que eles possam ser visualizados por radiografia.

Contudo, em alguns casos, o médico pode solicitar que a paciente se mova para que o líquido atinja pontos específicos. Assim é verificado se há inconformidades ou anomalias nestes lugares.

Desta maneira, as imagens obtidas pelo raio-x permitem que seja observada, de forma detalhada, a morfologia dos órgãos reprodutores femininos. Com isso é possível identificar algumas causas de infertilidade ou qualquer outro tipo de alteração na mulher.

Confira nas figuras abaixo como é feito o exame e o que o médico pode observar:

Representação do exame histerossalpingografia

Exame histerossalpingografia dói?

O exame histerossalpingografia usualmente gera apenas um pequeno desconforto semelhante às cólicas do período menstrual. Nesse sentido, ele varia de intensidade de acordo com a sensibilidade de cada mulher.

Embora a grande maioria das pacientes não sinta muita dor, em raros casos as cólicas podem ser intensas, porém são de curta duração. Sendo assim, normalmente é indicado pelo médico o uso de algum analgésico ou anti-inflamatório antes e depois do exame.

Quais os sintomas após o exame histerossalpingografia?

Após o exame histerossalpingografia a paciente pode sentir ainda algum desconforto abdominal e ter um pouco de perda de sangue pela vagina. Desta forma, é recomendado tomar um analgésico, se for necessário. Contudo, se ela não tiver sintomas, é possível retomar as atividades normais do dia.

Entretanto, se a mulher sentir dores fortes, hemorragia e febre, ela deve procurar o médico imediatamente, pois estas situações não são normais.

Quais são os possíveis resultados do exame histerossalpingografia?

Os resultados da histerossalpingografia são especialmente utilizados para ajudar o ginecologista a identificar a causa da infertilidade, além de diagnosticar outros problemas ginecológicos. Como o exame analisa detalhadamente o aparelho reprodutor feminino, podem ser verificadas alterações tanto no útero quanto nas trompas de falópio.

Veja abaixo quais os possíveis problemas que podem ser identificados:

 Útero

Trompas de Falópio

  • Hidrossalpinge, que consiste no acúmulo de líquido no interior das tubas uterinas;
  • Bloqueio das trompas causado por infecção ou cicatrização;
  • Alterações ginecológicas nas trompas causadas por procedimentos de esterilização;
  • Espasmos tubários.

 A partir do momento que o exame histerossalpingografia consegue identificar essas ocorrências, o médico tem um diagnóstico correto da condição ginecológica da paciente. Desta forma, poderá ser orientado o procedimento mais adequado para o tratamento, como cirurgia, medicamentos ou outros.

Todavia, em casos de pacientes que estão com dificuldades para engravidar, o especialista em reprodução humana terá uma visão clara do que está dificultando a gravidez. Assim, poderá indicar a melhor técnica de reprodução assistida para cada caso.

Quanto tempo depois do exame histerossalpingografia pode ter relação?

Como já vimos anteriormente, durante e após a realização do exame histerossalpingografia, a paciente pode sentir leves cólicas. Desta forma, alguns médicos aconselham o uso de analgésicos e indicam a suspensão da atividade sexual por alguns dias.

No entanto, se a paciente estiver bem, sem escapes de sangue e sem dor, ela pode retornar a fazer sexo quando quiser.

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