Como saber se a inseminação artificial é indicada para mim?

A inseminação artificial é um tratamento aplicado em casos de infertilidade masculina e feminina.

O tratamento, por sua vez, consiste na introdução dos espermatozoides no útero, com o objetivo de realizar a fecundação do óvulo. A técnica é bastante usada, já que possui pouquíssimos efeitos colaterais.

  • Inseminação artificial intrauterina (IIU): o esperma é colocado dentro do útero, mas, antes, passa por uma qualificação no laboratório, em que apenas os espermatozoides aptos para fertilizar serão introduzidos.

Inseminação artificial: quais são suas etapas?

O processo de inseminação artificial consiste em cinco etapas:

Estimulação ovariana

Durante esta etapa, são realizadas ultrassonografias, e são verificados os níveis de estradiol no sangue, para comprovar o crescimento e evolução dos folículos.

Maturação dos óvulos

Após comprovação de que os folículos alcançaram o tamanho adequado, a inseminação artificial é programada para, aproximadamente, 36 horas depois da administração de uma injeção de hCG, que induz à maturação do óvulo.

Preparação do sêmen

Geralmente, esta etapa é realizada algumas horas antes da inseminação programada. Nesse sentido, ela consiste na coleta do sêmen por meio de masturbação e posterior preparação em laboratório, para melhorar e aumentar seu potencial de fecundação ao serem introduzidos no útero.

Inseminação

Por fim, os espermatozoides qualificados são introduzidos no interior da cavidade uterina, através de um cateter.

No entanto, para realizar o tratamento de inseminação artificial, é necessário fazer uma preparação, como veremos no tópico seguinte:

Como se preparar para a inseminação artificial

A introdução dos espermatozoides no útero da mulher ocorre no dia da ovulação. No entanto, antes disso, o casal passa por uma preparação, acompanhados por um especialista, em que realizam a estimulação ovariana.

Além disso, no mesmo dia da realização da injeção, algumas horas antes, o homem deve coletar uma amostra de sêmen, que ocorre através de masturbação. Nesse sentido, é importante lembrar que é recomendado respeitar um período de 2 a 5 dias de abstinência sexual, para obter uma melhor qualidade espermática.

Depois da coleta do material, ele é enviado para o laboratório, onde é realizado o processamento seminal, com o objetivo de selecionar e concentrar apenas os espermatozoides de melhor qualidade. Chamamos a esse método de preparação seminal.

Inseminação artificial: casos possíveis

Nos casos em que o homem é infértil ou nos casos de relações homoafetivas, o sêmen pode vir da doação de um banco de sêmen.

No caso das mulheres, a preparação passa pela estimulação ovariana, com o objetivo de estimular os ovários a produzirem os folículos ovarianos. Para isso, é administrada, na mulher, a medicação hormonal (Clomifend e/ou FSH) no início do ciclo menstrual, em doses diárias durante 10 dias.

Esses hormônios podem ser administrados por via oral ou subcutânea, através de injeções. Durante esses dias, o médico vai acompanhar o desenvolvimento dos folículos por meio de ecografias.

Quando estes atingem o tamanho ideal (18 mm), é administrado um segundo hormônio, nesse caso o hCG, ou gonadotrofina coriônica humana. O hCG é responsável por fazer o óvulo amadurecer e romper o folículo, cerca de 36 horas após a administração.

É nesse momento que os espermatozóides, depois de coletados e processados, são inseminados no corpo feminino.

A partir daí, os espermatozoides do homem são introduzidos na mulher através de inseminação intracervical ou intrauterina.

Além disso, por recomendação médica, após 14 dias do procedimento, deve ser realizado um teste de gravidez, mas também é importante lembrar que, durante esse período, é essencial que a mulher esteja fazendo suplementação de ácido fólico.

Caso o procedimento não obtenha sucesso, o especialista poderá indicar outros métodos, como a fertilização in vitro (FIV).

Fertilização in vitro ou inseminação artificial

Os métodos de reprodução assistida foram desenvolvidos para ajudar casais com dificuldades para conceber um filho por vias naturais. Embora os dois métodos tenham o mesmo objetivo, eles possuem características específicas e, por esse motivo, é importante conhecer as especificidades de cada um.

Além disso, é importante ressaltar que, normalmente, não é o paciente que escolhe o tratamento, mas sim o médico, de acordo com o problema de infertilidade.

Fertilização in vitro

A fertilização in vitro é uma técnica de reprodução assistida, em que a fecundação ocorre fora do organismo feminino, em ambiente laboratorial.

A técnica, por sua vez, consiste no uso de medicamentos que estimulam a ovulação, e posterior colocação dos óvulos liberados num ambiente rico em nutrientes, junto aos espermatozoides, para que ocorra a fecundação.

Além disso, após a fertilização, o óvulo é colocado numa espécie de estufa, onde se inicia a divisão celular. Nesse sentido, quando se formam os embriões, eles são introduzidos no útero da mulher. Para aumentar as chances de sucesso, geralmente é implantado mais do que um embrião. Além disso, a fertilização in vitro é geralmente indicada para tratar casos de infertilidade conjugal ou para pacientes acima dos 35 anos de idade.

Inseminação artificial

No caso da inseminação artificial, a fecundação ocorre dentro do organismo da mulher. Dessa forma, a técnica da inseminação artificial consiste em coletar o sêmen e introduzi-lo diretamente na cavidade uterina da paciente.

Nesse sentido, inseminação artificial é uma das técnicas mais utilizadas para o tratamento da infertilidade tanto masculina quanto feminina. Além disso, ela provoca poucos efeitos colaterais.

A taxa de sucesso dos dois métodos, por sua vez, é a mesma, mas a escolha por um deles deve, obrigatoriamente, contar com a participação de um médico especializado em Reprodução Assistida.

Também vale ressaltar que o método de inseminação artificial já é a primeira escolha para a maioria dos casais que pretendem realizar um tratamento de fertilidade.

Indicações de inseminação artificial

Podemos dividir as indicações de inseminação artificial convencional em três categorias:

Cervical

Nesta categoria, estão incluídos os casos de irregularidade de canal cervical, ausência de muco cervical, fibrose do canal endocervical, fator imunológico detectado no teste pós-coital. Além disso, nesta categoria, são levados em consideração outros fatores, como, por exemplo, a idade da mulher, tempo de infertilidade e tempo de tratamento decorrido.

Coital

Na categoria coital, estão incluídos os casais que não conseguem completar o ato sexual. São casos onde o marido tem impotência sexual, falta de ereção peniana, ejaculação retrógrada, defeitos na anatomia peniana, como, por exemplo, hipospádia ou torção peniana por fibrose traumática ou cirúrgica. Além disso, nesta categoria, estão incluídos os casos onde a mulher tem problemas de vaginismo ainda não tratado.

Espermática

Nesta categoria, estão incluídos os casos de alterações hormonais ou fisiológicas que envolvem a quantidade de espermatozoides, como oligospermia, onde não são produzidos espermatozoides suficientes (menos de 20 milhões por ml), astenospermia, onde se verifica a existência de menos de 25% de espermatozoides de motilidade direcionais rápidos e/ou menos de 50% de espermatozoides de mobilidade direcionais lentos e direcionais rápidos.

Outros casos incluídos nesta categoria podem ser a hipospermia, teratospermia ou a associação entre um ou mais dos fatores espermáticos mencionados.

Em que casos é indicada inseminação artificial?

Para simplificar, podemos dizer que a inseminação artificial consiste em duas técnicas distintas, utilizando o sêmen do casal ou utilizando o sêmen de doador.

Sêmen do casal

Geralmente, é indicado para os seguintes casos:

  • Idade materna inferior a 35 anos;
  • Irregularidades na ovulação da mulher;
  • Alteração no colo do útero;
  • Alterações leves ou moderadas no espermograma em termos de concentração e/ou mobilidade.

Sêmen de doador

Esse tipo de inseminação artificial, geralmente, é indicado nos seguintes casos:

  • Mulheres sem parceiro masculino;
  • Homens com má qualidade de esperma ou ausência de espermatozoides;
  • Homens portadores de doenças genéticas;
  • União homoafetiva entre mulheres férteis;
  • Mulheres solteiras.

Considerações finais

Como podemos ver ao longo deste artigo, tanto a fertilização in vitro como a inseminação artificial apresentam a mesma taxa de sucesso. No entanto, os dois métodos possuem características próprias e são indicados para diferentes diagnósticos.

Enquanto, na fertilização in vitro, a fecundação ocorre fora do organismo da mulher, na inseminação artificial, os embriões são introduzidos no útero. Ambos os tratamentos são indolores e não apresentam qualquer efeito colateral.

A escolha entre os dois métodos deve ser realizada em conjunto com o médico para que ele possa optar pelo tratamento mais adequado para cada caso.

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