Como funciona o processo de Congelamento de óvulos?

Como funciona o processo de Congelamento de óvulos?

É sabido que, nos dias de hoje, a gravidez programada (quando a mulher se planeja para ter um filho) vem ocorrendo cada vez mais tarde.

As mulheres estão preferindo adiar a gravidez e a média de idade que elas optam para ter o primeiro filho, já supera os 30 anos.

Desta forma, existem diversos motivos que levam as mulheres a optar pelo congelamento de óvulos.

Dito isto, a medicina reprodutiva disponibiliza algumas opções para tentar conservar a fertilidade. Hoje falaremos do congelamento de óvulos para você conhecer como funciona todo o processo.

Se você tem interesse em saber mais sobre o assunto continue lendo este material

Neste post, você vai conhecer como funciona o processo de congelamento de óvulos.

Boa leitura!

Congelamento de óvulos: o que é?

Antes de entender o processo, vamos entender do que se trata o congelamento de óvulos.

O congelamento dos óvulos, também chamado de criopreservação, é a técnica de preservação dos óvulos em nitrogênio líquido, por meio de resfriamento rápido.

A técnica de criopreservação é considerada como um dos os avanços mais importantes da Medicina Reprodutiva dos últimos anos.

A primeira gravidez que utilizou um oócito congelado aconteceu em 1986 e desde então, o método progrediu significativamente.

Nos primeiros anos, a taxa de gravidez era muito baixa, cerca de 1%, porque a técnica de congelamento utilizada na época era inadequada para óvulos.

O óvulo é uma célula sensível que carrega dentro de si uma quantidade maior de água quando comparada à outras células.

Assim, ao usar a mesma técnica que era utilizada para o congelamento de embriões, formava-se dentro do óvulo uma grande quantidade de cristais de gelo, que danificavam a estrutura da célula e causavam alterações cromossômicas que podiam dificultar a fertilização dos óvulos, a divisão celular e a implantação dos embriões.

No entanto, com a introdução da técnica de vitrificação, a taxa de sobrevivência dos óvulos aumentou para 95% e, atualmente, de acordo com dados do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio), o número de pacientes que buscam pelo congelamento de óvulos com o intuito de adiar a maternidade triplicou.

Quando é indicado?

Existem diversos motivos pelos quais as mulheres optam pelo congelamento de óvulos, entre os principais motivos, estão:

Mulheres que pretendem engravidar após os 35 anos de idade

Num passado não muito distante, o início da maternidade era, geralmente, aos 20 anos.

Hoje em dia, a média de idade do primeiro filho supera os 30 anos. Sendo que, de acordo as estatísticas, um em cada cinco mulheres têm o primeiro filho  com idade superior a 35 anos.

Como já sabemos, os óvulos envelhecem com o passar do tempo e, neste processo, a quantidade de óvulos de boa qualidade disponíveis para serem fertilizados também diminuem.

As mulheres já nascem com um número de óvulos predeterminado e o seu organismo não é capaz de produzir mais.

Mulheres com histórico familiar de menopausa precoce

Mulheres com histórico familiar de menopausa precoce podem optar por congelar seus óvulos de forma preventiva.

Assim, quando decidir ter filhos, poderão usar os óvulos congelados, caso necessário.

Mulheres que serão submetidas a tratamentos oncológico

Mulheres que precisarão se submeter a tratamentos agressivos, como por exemplo, quimioterapia ou radioterapia e que desejam ter filhos após recuperação, podem optar por congelar os óvulos antes de iniciar o tratamento oncológico.

Nestes casos, é fundamental avaliar primeiro o nível de agravamento da doença, sendo que, às vezes, é necessário optar pela retirada e congelar apenas fragmentos de tecido ovariano.

Quando a mulher terminar o tratamento e estiver tratada da doença, esses fragmentos podem ser fertilizados e implantados novamente.

Programa de banco de óvulos

Com a técnica de vitrificação de óvulos, é possível doar óvulos sem que haja a necessidade de aguardar por uma receptora.

Neste caso, os óvulos ficam congelados e armazenados num banco de óvulos até que alguém que precise possa usá-los. Assim como no processo de doação de esperma, é possível doar óvulos

Como funciona o processo?

O congelamento de óvulos consiste em duas principais etapas. Veja a seguir como funciona cada uma delas:

1ª etapa: congelamento (vitrificação) dos óvulos

Esta etapa consiste nos seguintes procedimentos:

Estimulação ovariana

Como já dissemos no início deste post, o congelamento produz melhores efeitos quando os óvulos coletados estão maduros. E embora seja possível realizar a maturação in vitro, a taxa de sucesso é um pouco menor.

A estimulação ovariana tem como principal objetivo produzir um número maior de óvulos maduros para serem congelados.

A técnica é realizada através do uso de medicamentos , gonadotrofinas, que promovem o amadurecimento do óvulos.

Bloqueio Hipofisário

Esta técnica tem a função de impedir que a ovulação aconteça antes do momento da coleta dos óvulos, além de garantir maior precisão no acompanhamento do desenvolvimento folicular.

Aspiração e recuperação dos óvulos

Nesta fase, os folículos são aspirados através de uma agulha acoplada a um transdutor de ultrassom transvaginal e o líquido colhido é encaminhado aos embriologistas para separarem os óvulos do conteúdo aspirado.

O procedimento requer o uso de sedação endovenosa, ou seja, por via de injeção.

Congelamento (Vitrificação)

A técnica de vitrificação se caracteriza pela rapidez com que atinge baixas temperaturas,  (cerca de -196º).

Assim, o óvulo fica num estado vítreo, impedindo a formação de cristais  de gelo, que danificam células reprodutoras.

A velocidade da diminuição de temperatura na vitrificação é de – 23ºC por minuto, ou seja, 70 vezes mais rápido que o processo tradicional.

Os óvulos congelados ficam armazenados em um cilindro de nitrogênio líquido e é mantido a -196º.

2ª etapa: descongelamento e fertilização

Esta etapa consiste nos seguintes procedimentos:

Preparo do endométrio

O preparo do útero para receber os embriões  pode ser considerado um procedimento simples.

Se a mulher possui ciclos regulares, o procedimento pode ser feito dentro de um ciclo ovulatório espontâneo, acompanhado por ultrassom e dosagens hormonais.

No momento da ovulação, os óvulos são descongelados, fertilizados e a progesterona é introduzida.

Descongelamento e fertilização in vitro

No processo de descongelamento, os óvulos são aquecidos e retirados do nitrogênio líquido. Após isso, eles são encaminhados para o processo de fertilização.

Por último, os embriões terão o seu crescimento acompanhado até quinto dia, e quando estiverem adequadamente desenvolvidos, são transferidos para o útero.

Transferência embrionária

Após separar os embriões de melhor qualidade e quando o endométrio estiver adequadamente preparadoa mulher poderá agendar a transferência embrionária.

O processo é indolor e consiste na introdução dos embriões por meio de uma sonda (cateter) guiada por ultrassom abdominal. Normalmente, o procedimento é feito sem anestesia.

Após 10 dias, deve ser feito um exame beta para confirmar a gravidez.

Caso positivo, a reposição de estradiol e progesterona é mantida até completar 12 semanas de gestação, a partir desse momento, a placenta já será capaz de produzir esses hormônios em quantidades adequadas.

Considerações finais

Como vimos ao longo do post, as razões que levam a mulher a optar pelo congelamento de alguns óvulos são diversos. É um processo fácil, seguro e tem sido muito procurado por mulheres que desejam preservar a sua fertilidade.

No entanto, é importante ressaltar que o procedimento deve ser realizado e acompanhado por um médico especializado, numa clínica capacitada e de confiança.

Se você achou que o nosso post ajudou você a entender sobre o congelamento de óvulos, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

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