Centro de Pesquisa e Reprodução Humana Nilo Frantz, em Porto Alegre, apresenta novidades e resultados de seu trabalho.
A empresária Rosane Krauspenhar, 42 anos, se encanta com cada nova conquista de Luiza, 7 meses. A auxiliar de farmácia Mônica Braga, 28 anos, se emociona ao ouvir Brayan, 1 ano e 2 meses, chamar "mama" e "pa". Mesmo com a diferença de idade, elas têm em comum a luta para realizar o sonho de ser mãe. Rosane faz parte do grupo de mulheres que optaram por adiar a maternidade. Já Mônica compreende a estimativa de jovens com distúrbios que dificultam ou impedem a gravidez.
Ambas tiveram de recorrer a tratamento de reprodução humana. Em julho do ano passado, Rosane se submeteu a uma FIV (fertilização in vitro) e conseguiu engravidar na primeira tentativa.
Mas ter um filho não foi tão fácil para a empresária. Ela havia decidido ser mãe aos 36 anos e procurou uma clinica de reprodução humana. "Não gostei da forma que eles reagiram ao resultado negativo e não repeti o tratamento. Até que conheci o Centro de Reprodução Humana Nilo Frantz e deu tudo certo."
Rosane conta que seu marido, Alarico Bezerra Ribeiro, 55 anos, tinha feito vasectomia, mas recorreu a FIV por causa da idade. "Se eu fosse mais jovem poderia ter feito inseminação artificial, que é um processo mais simples", explica ela, ressaltando que foi na primeira clinica que descobriu que a vasectomia de seu marido não a impedia de ter filhos. "Como a maioria das mulheres, protelei a maternidade para aproveitar a vida, mas também por falta de informação. Meus exames sempre foram ótimos e minha ginecologista nunca me disse que poderia ter dificuldade para engravidar após os 35 anos. Tomei um choque", revela.
Passado o susto, Rosane engravidou de Luiza e congelou os outros três óvulos que foram desenvolvidos em laboratório. "Não é qualquer mulher que consegue estimular oito óvulos como eu fiz. Normalmente, esses geram dois embriões aproveitáveis. Consegui seis, dos quais implantei três e congelei o restante" declara ela, afirmado que, em breve, deve tentar ter um irmãozinho para Luiza. "Porque, para mim hoje, uma estimulação seria praticamente inviável. Tenho saúde para engravidar aos 44 anos, o problema seriam os óvulos, por isso, congelei-os. Aliás, se eu tivesse conhecimento, teria feito isso aos 36 anos, para não tomar tanta medicação como fiz para engravidar" opina.