Estudo recente publicado pela Revista Americana "Fertility and Sterility" por pesquisadores da Universidade Autônoma de Madri e da Clínica Ginemed de Sevilla, concluiu que a ejaculação frequente dos homens melhora a qualidade do DNA nos espermatozoides e aumenta as chances da mulher engravidar a partir de técnicas de reprodução assistida.
Para chegar a esse resultado, os pesquisadores verificaram no espermatozoide, o nível de fragmentação do DNA, uma molécula essencial para transmitir a informação genética que forma os seres vivos e que a integridade depende do bom desenvolvimento do embrião. O DNA armazena quase 100% da informação genética para formar qualquer organismo e quando há danos no espermatozoide, o embrião pode não se desenvolver. Foram feitas duas pesquisas independentes, uma em Sevilla com 21 homens de 25 a 35 anos, e outra em Madri com 12 voluntários de 20 e 25 anos.
No primeiro estudo, os doadores ficaram 96 horas sem ejacular, e depois se masturbaram uma vez ao dia para que fossem analisados os níveis de fragmentação do DNA espermático. No segundo grupo, os homens, após 24h de abstinência, ejacularam duas vezes com um intervalo de três horas.
Em ambos os casos, os pesquisadores constataram que existe menos dano no DNA quando há ejaculações mais frequentes, efeito potencializado com a seleção dos espermatozoides, um procedimento padrão nas clínicas de reprodução assistida.
Isto facilita a seleção de espermatozoides livres de dano em sua molécula de DNA em técnicas de reprodução assistida, e inclusive as vantagens podem se prolongar à gravidez natural.
Embora a investigação mostre que a concentração e a mobilidade dos espermatozoides estejam em segundo plano, pois considera a qualidade do DNA espermático essencial para o sucesso da fertilização, o especialista em reprodução humana, Nilo Frantz, acredita que a concentração e a mobilidade dos espermatozoides apresentam relação direta com a qualidade do embrião. A técnica Super ICSI ou ICSI magnificado (lentes de alto poder de resolução acoplado a um computador) permite ampliar em até 16 mil vezes a imagem do espermatozoide em análise, permitindo a identificação de pequenos detalhes da sua morfologia (detalhes da cabeça, pescoço e da cauda). "Através da técnica está se obtendo aumento das taxas de gravidez e uma diminuição no número de abortamentos", destaca o médico.
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