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O responsável pelo nascimento do primeiro bebê com o auxílio da técnica de maturação in vitro de óvulos, no Brasil, realiza palestra no próximo dia 3 de novembro (quinta-feira), no Auditório da Unimed (Rua Borges de Medeiros, 300\11° andar), das 20h às 22h, em Santa Cruz do Sul. O evento gratuito é direcionado para médicos e estudantes de medicina. Dr. Nilo e Dr. Marcos Höher irão a convite da ginecologista Fabiana Frey Juruena, coordenadora do evento e membro da Associação Médica de Santa Cruz.

Os especialistas vão abordar os seguintes temas: "Por que os casais inférteis com exames normais não engravidam? e "Novos conceitos sobre envelhecimento ovariano".

Dr. Nilo também apresentará novidades na área da reprodução, pois esteve presente durante o 67° Encontro Anual Americano da Sociedade de Medicina Reprodutiva, que ocorreu de 15 a 19 de outubro, na Florida, nos Estados Unidos. Dentre os temas abordados, Nilo Frantz, destaca os avanços em relação à preservação a fertilidade através da criopreservação (congelamento de óvulos). Segundo o médico, a técnica que era considerada experimental, hoje é uma prática estabelecida e realizada com sucesso na maior parte dos países. Conforme o especialista, praticamente não há diferença no momento da fertilização entre o óvulo a fresco e o congelado.

Com o aumento da idade materna diminuem as taxas de gestação, dessa forma, recorrer à técnica de congelamento de óvulos é uma garantia para o futuro. Ainda não existe uma idade específica para a utilização da técnica, mas preconiza-se entre os 30 e 35 anos, quando se obtém os melhores resultados.

Causas genéticas

Se depender dos especialistas em reprodução humana, o exame array-CGH veio pra ficar e em substituição às antigas tecnologias, pois tem se demonstrado útil na determinação da causa das interrupções gestacionais. Para Dr. Nilo, trata-se de um método diagnóstico que consegue identificar anomalias muito pequenas nos pares que formam os genes. Tais alterações frequentemente não costumam ser detectadas no estudo do cariótipo tradicional, deixando, muitas vezes, médicos e casais sem explicação para essas perdas. "Graças a essa nova tecnologia é possível investigar cada vez mais as desordens genéticas, muitas vezes desconhecidas, na nossa rotina", destaca.

De acordo com o especialista, entre 2% a 5% das mulheres em idade fértil sofrem abortos de repetição, um problema que se caracteriza pela interrupção natural e recorrente (duas ou mais vezes) da gestação antes da 20° semana. As alterações mais freqüentes que levam às perdas repetitivas são as cromossômicas (aneuploidias) e as imunológicas. Outros fatores concorrem em menor proporção como a questão uterina, hormonais e infecciosas.
 
   
 
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