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Tratamentos
Diagnóstico genético pré–implantacional
O Diagnóstico Genético Pré-implantacional ou biópsia genética do embrião é um exame de alta tecnologia que permite identificar os embriões portadores de desordens genéticas e transferir para o útero materno apenas os embriões saudáveis, beneficiando principalmente casais com alto risco para certas doenças. A biópsia genética não só previne a transmissão de uma desordem como também ajuda casais inférteis a conquistarem a tão esperada gravidez.
O Diagnóstico Genético Pré-implantacional, mais conhecido no Brasil como biópsia do embrião ou pela sigla PGD (Preimplantation Genetic Diagnosis) é um procedimento através do qual é realizada uma pequena biópsia que permite analisar os cromossomas e gens do embrião. Pesquisadores de vários países vêm buscando aperfeiçoar a técnica de maneira a reduzir a margem de erro no diagnóstico de doenças genéticas e aumentar os índices de êxito das fertilizações in vitro. Uma das descobertas mais importantes teve origem em uma simples mudança: adiar em 2 dias a data da realização da biópsia genética do embrião. A análise até recentemente só era possível no terceiro dia de desenvolvimento do embrião após a fecundação. Verificou-se que sendo feita no quinto dia, momento em que o embrião passa a ser chamado de blastocisto, a taxa de gravidez sobe significativamente. O objetivo final é obtenção de um embrião saudável, de uma gravidez bem sucedida e, sobretudo, o nascimento de uma criança perfeita.
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INDICAÇÕES
O PGD é o único método capaz de detectar doenças genéticas antes mesmo da gestação iniciar e transferir somente os embriões saudáveis. É possível identificar as alterações cromossômicas mais comuns (como a Síndrome de Down), além de várias doenças gênicas, como a hemofilia, a fibrose cística e outras. Pelo fato de aproximadamente 50% dos embriões apresentarem uma alteração cromossômica e 60% dos abortos de primeiro trimestre serem causados por alterações cromossômicas, com a determinação dos embriões normais os índices de sucesso de uma gestação aumentam.
A biópsia genética do embrião atualmente vem sendo realizada com a finalidade de:
Evitar alterações ligadas à idade Sabe-se que conforme a idade de uma mulher avança diminuem as chances de engravidar e aumentam os riscos de complicações na gestação, principalmente de abortamentos. Após os 35 anos de idade verifica-se uma progressiva deterioração do material genético contido nos seus óvulos, o que é responsável pela maior dificuldade para engravidar e pela maior chance de perder a gestação. Através da biópsia do embrião é possível, por exemplo, diagnosticar três das mais freqüentes síndromes cromossômicas, as trissomias do cromossoma 21 (síndrome de Down), do cromossoma 18 (síndrome de Edwards) e do cromossoma 13 (síndrome de Patau).
Evitar alterações ligadas ao sexo Existem diversas doenças que tem uma direta relação com o sexo do bebê que se gera no útero da mãe. Através do PGD é possível saber o sexo de um embrião antes do mesmo ser colocado no útero da mulher. Um exemplo alterações ligadas ao sexo é a hemofilia, disfunção dos mecanismos de coagulação do sangue que acaba por acarretar hemorragias. Trata-se de uma doença hereditária que acomete quase que exclusivamente o sexo masculino.
Evitar doenças gênicas Com os avanços obtidos na área da genética hoje é possível identificar a origem de um grande número de doenças. A Fibrose Cística ou Mucoviscidose é uma doença de origem genética (não ligada ao sexo) que afeta o aparelho digestivo e uma série de glândulas secretoras com danos em órgãos como o pâncreas, os pulmões, o fígado e também o aparelho reprodutivo. O gen responsável pela fibrose cística, situado no cromossoma 7, pode ser analisado graças ao PGD.
Novas perspectivas estão surgindo na prevenção de doenças hereditárias, sendo o PGD nestas situações denominado de PGS (Preimplantation Genetic Screening). Já é possível evitar, em famílias com mulheres acometidas pelo câncer de mama, a transmissão hereditária da doença, por exemplo.
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TÉCNICA
O PGD somente pode ser utilizado em casos em que a fecundação ocorre através de um ciclo de fertilização in vitro (FIV), ou seja, somente os "bebês-de-proveta" podem ser avaliados. O método que vem sendo praticado há alguns anos consiste na retirada de 1 ou 2 células (blastômeros) no terceiro dia após a realização da ICSI, técnica de fertilização em que um único espermatozóide é selecionado e introduzido no óvulo. Recente modificação no procedimento permitiu que através da biópsia embrionária, ao ser realizada no quinto dia, propicie maiores taxas de gravidez e menores de erros.
É necessário um feixe de laser para abrir o invólucro que reveste o embrião (zona pelúcida). Para a abertura utilizamos a tecnologia PGD a laser, considerada a mais rápida, precisa e segura. Maior eficiência, menor tempo de procedimento e maior controle da técnica de biópsia são algumas de suas vantagens. Depois da abertura, retira-se uma célula do mesmo (blastômero). Esse procedimento é usualmente realizado no segundo ou terceiro dia pós-fecundação, quando o embrião encontra-se no estágio de 6 a 8 células. Pesquisas recentes demonstraram que se a biópsia for feita no quinto dia pós-fecundação, quando o embrião apresenta em média de 100 a 120 células e é chamado de blastocisto, torna-se possível a retirada de aproximadamente duas dezenas de células. A partir desta mudança nos protocolos de Diagnóstico Genético Pré-implantacional verificou-se que a taxa de gravidez chegou a atingir 70% por tentativas, o que significa uma melhora significativa nos resultados.
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